Investigações apuram trilhas distintas do dinheiro repassado à produtora do longa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sessão Plenária do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino e André Mendonça — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo As investigações que envolvem o financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, têm duas frentes que apuram trilhas distintas do dinheiro repassado à produtora do longa e estão sob relatoria de diferentes ministros do Supremo Tribunal Federal: André Mendonça e Flávio Dino. Entenda abaixo as diferentes linhas de investigação: Dark Horse e o caso Master A primeira apuração é um desdobramento do inquérito sobre as fraudes do Banco Master e começou após a revelação de conversas em que o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, cobra repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a finalização do filme. Mensagens indicam que Vorcaro teria enviado R$ 61 milhões para custear a produção. Foi, então, aberta uma investigação para apurar se o dinheiro do banco Master, envolvido em fraudes milionárias, teria sido encaminhado para a produtora do filme, via um fundo sediado nos Estados Unidos. O inquérito também se debruça sobre a natureza da relação entre o ex-banqueiro e Flávio Bolsonaro. Há ainda a suspeita de que as verbas tenham bancado gastos no exterior do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos. Por envolver suspeita relacionada ao Master, esta investigação está sob relatoria do ministro André Mendonça, que também conduz os inquéritos sobre as fraudes ao INSS e suposto tráfico de influência por parte do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dark Horse e as emendas A outra investigação que tem o filme Dark Horse como objeto é conduzida pelo ministro Flávio Dino, por se tratar de um desdobramento da ação que trata da transparência e da rastreabilidade de emendas parlamentares. O inquérito foi aberto após parlamentares relatarem ao ministro que deputados aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro destinaram, ao todo, R$ 2,6 milhões em emendas Pix em 2024 a uma ONG presidida pela sócia da produtora que fez o filme. São investigados repasses indicados pelos deputados Mário Frias (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MT). Os parlamentares sustentam que as emendas foram direcionadas para projetos culturais e que não haveria relação entre os repasses e a produção do filme. Assim, a investigação apura o possível desvio de recursos públicos para empresas ligadas à produção do filme. No final da semana passada, o ministro autorizou que a PF tenha acesso a dados apreendidos pela Polícia Civil paulista em uma operação que atingiu Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora responsável pelo filme. Apesar de se envolverem o filme Dark Horse, as apurações tratam de fatos diferentes: uma sobre o possível repasse de dinheiro por Vorcaro para a produção; e outra sobre o possível desvio de emendas para a produtora do longa. No entanto, como mostrou o GLOBO, as frentes de investigação se aproximaram em torno da empresa responsável pelo filme e podem produzir informações de interesse recíproco para os investigadores. Há ainda a investigação da Polícia Civil de São Paulo mirou inicialmente um contrato entre a Prefeitura e uma ONG ligada à produtora do longa, Karina Ferreira da Gama. A apuração se debruça sobre suposta fraude na licitação e confusão patrimonial entre a ONG e a produtora do filme sobre o filme. Nesse inquérito, foram feitas buscas no endereço de ambas empresas.
Caso Dark Horse no STF envolve suspeitas sobre gastos de Vorcaro e emendas; entenda as investigações conduzidas por Mendonça e Dino
Investigações apuram trilhas distintas do dinheiro repassado à produtora do longa








