PGR deu parecer favorável, e PF vai instaurar procedimento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jair Bolsonaro é interpretado por Jim Caviezel em 'Dark Horse' — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil — Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 12:41 STF autoriza investigação sobre financiamento de filme pró-Bolsonaro O ministro André Mendonça, do STF, autorizou inquérito da PF para investigar o financiamento do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. A PGR apoiou a medida, após áudios revelarem pedido de recursos por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro. A PF apura se os fundos foram desviados para Eduardo Bolsonaro nos EUA ou para iniciativas alinhadas a Donald Trump. Flávio Bolsonaro nega envolvimento do irmão. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar o financiamento do do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A investigação busca esclarecer se o dinheiro enviado ao exterior para financiar o longa teve, na prática, outra destinação. A suspeita é que parte da produção tenha sido bancada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com o envio de R$ 61 milhões. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, com parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ao analisar a solicitação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou haver elementos suficientes para a instauração de uma investigação formal sobre os repasses. O caso ganhou repercussão após o site The Intercept Brasil divulgar mensagens em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, solicita recursos a Vorcaro, sob o argumento de financiar a produção do filme. Uma das principais suspeitas da PF é que parte desses valores possa ter sido utilizada para custear despesas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Os investigadores também querem verificar se os recursos financiaram outras iniciativas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro junto ao governo do presidente americano Donald Trump. De acordo com a linha de investigação, os recursos teriam sido transferidos pela empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Daniel Vorcaro, para um fundo sediado no Texas e controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro. A Polícia Federal pretende verificar se os valores efetivamente foram empregados na produção cinematográfica ou se parte deles acabou sendo desviada para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O ex-deputado mudou-se para o país alegando perseguição do ministro Alexandre de Moraes e nega qualquer irregularidade. Em manifestações públicas, também afirmou que teve contas bancárias bloqueadas, inclusive as de sua esposa. Quando vieram à tona as informações sobre o financiamento do filme, Flávio Bolsonaro negou que os recursos tenham sido destinados ao irmão. Em nota, o senador afirmou ser "falsa a insinuação de que recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro" e sustentou que "os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos". Suspeitas sobre o financiamento Mensagens, planilhas e documentos apreendidos indicam que ao menos R$ 61 milhões foram destinados à produção do filme Dark Horse. Os registros mostram pedidos de repasses feitos pelo senador Flávio Bolsonaro ao empresário Daniel Vorcaro e pagamentos realizados por empresas ligadas ao banqueiro para um fundo criado nos Estados Unidos com a finalidade declarada de financiar a obra. A principal linha de investigação busca esclarecer se esses recursos foram efetivamente empregados na produção do filme ou se parte do dinheiro teve outra destinação. Além disso, a Polícia Federal também apura outra frente de investigação relacionada ao financiamento do longa. A suspeita é que recursos públicos provenientes de emendas parlamentares possam ter sido desviados para abastecer a produção por meio de contratos e repasses à produtora responsável pelo filme. Essa linha de apuração, que inicialmente tramitava sob relatoria do ministro Flávio Dino, também passou para André Mendonça após redistribuição determinada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, por conexão entre os fatos investigados.