O Discord apresentou à AGU (Advocacia-Geral da União) três versões de um documento com propostas para melhorar a segurança de crianças e adolescentes na plataforma. O governo considerou todas insuficientes, resolveu encerrar as negociações após três semanas e processou a empresa americana.
A primeira versão do compilado de compromissos foi entregue no dia 10 de agosto. As demais, nas duas semanas seguintes.
A AGU respondeu às duas primeiras versões cobrando incrementos. A terceira, ainda abaixo das expectativas do órgão, encerrou as tratativas por parte do governo.Segundo o advogado-geral da União, Jorge Messias, o Estado brasileiro não pode tolerar que "verdadeiras cracolândias digitais" sejam criadas num ambiente virtual brasileiro.
Ele diz que a plataforma chegou a demonstrar disposição para assumir compromissos, mas recuou na etapa final das negociações.
"A empresa, no primeiro momento, demonstrou o interesse de assumir compromissos significativos com o Estado brasileiro, mas, infelizmente, recusou a assinatura do termo no último momento. Portanto, não nos restou outra saída senão a apresentação ou ingresso de uma ação civil pública", afirmou, ao anunciar a ação.












