Bate-boca envolveu filha de Clezão e mulher de coronel condenado pelo 8 de janeiro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Discussão entre candidatas do PL termina em agressão e BO — Foto: Reprodução Apoiadores de Jair Bolsonaro se reuniram em frente ao Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime) do Distrito Federal no último sábado para recepcionar a saída de Manoel Messias, um dos presos do 8 de janeiro, após três anos e meio no Complexo Papuda. Mas uma presença inédita no local, ponto de encontro do grupo para acolher condenados pelos atos na Praça dos Três Poderes, provocou uma discussão que por pouco não chegou às vias de fato. Segundo relatos, o incômodo foi causado pela participação de Mariana Naime, mulher do coronel Jorge Eduardo Naime, condenado a 16 anos de cadeia pelo 8/1. Postulante a deputada federal no DF pelo PL, que se apresenta como “candidata do Nikolas”, ela usava camisa de campanha e estava acompanhada por um segurança. Interpelada por um dos presentes — desconfortável com a autopromoção naquele espaço —, Mariana rebateu. Pouco depois, chegaram Edjane e Luiza Cunha, mulher e filha de Clezão, preso do 8 de janeiro que morreu durante um banho de sol na Papuda. De acordo com testemunhas, ao ser cumprimentada, Mariana não gostou de um comentário. Sem saber do ocorrido anterior, Edjane se disse feliz pela ida dela pois nunca a tinha visto no local. A candidata interpretou como um deboche. Foi o estopim para um bate-boca. Um vídeo de cinco minutos (veja íntegra abaixo), ao qual a coluna teve acesso, mostra quando a discussão esquentou. Nele, Luiza (também candidata do PL, mas a deputada distrital) e outras pessoas bradam que o local “não é palanque político”. Mariana passa a filmar o entrevero e responde. Depois disso, Edjane também sobe o tom: — Você nunca foi lá no presídio. Quem sofreu sou (sic) eu. Eu queria que o seu marido morresse para você (inaudível). Troco o meu lugar com qualquer um, se alguém tivesse morrido. Um corte da fala, sugerindo que a mulher de Clezão desejou a morte do coronel Naime, foi compartilhado depois por um perfil nas redes sociais e motivou um boletim de ocorrência por difamação. Edjane alega que o vídeo foi editado para retirar o contexto original. Após a discussão, segundo depoimento de Luiza à Polícia Civil, Mariana “partiu para cima de Edjane, que recuou”. Em seguida, conforme o relato, ela foi em direção à filha de Clezão e a agarrou pelos braços, enquanto seu segurança tentava contê-la. Discussão entre candidatas do PL termina em agressão e boletim de ocorrência Luiza registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal e passou por exame de corpo de delito no IML. Outro vídeo, de apenas quatro segundos, exibe Mariana segurando Luiza e sendo retirada pelo segurança. Fotos obtidas pela coluna mostram escoriações em seu braço. À coluna, Luiza afirmou que Mariana segurou seu braço, arranhou e deixou marcas roxas. Disse ainda que só não se machucou mais por intervenção do segurança e que recebeu ameaças após o episódio. E acrescentou que não queria registrar um BO, mas o fez para se resguardar. — Não é concorrência política. Pensei em fazer dobradinha, mas ela não deu retorno. Nunca chegou a conversar. [...] Fiquei desestabilizada, não estou bem, estou à base de remédio e não estou fazendo campanha. Uma testemunha, que não quis se identificar e lamentou o ocorrido, confirmou que os braços de Luiza ficaram arranhados, mas disse acreditar que “ninguém tinha intenção de agredir ninguém”. Já Mariana disse que procurou se afastar quando a discussão se exaltou e que existem vídeos e testemunhas que presenciaram os fatos. Contou ainda que registrou um boletim de ocorrência “exclusivamente para que as autoridades competentes possam apurar o que entenderem necessário”. Diz sua nota: “Não considero produtivo nem necessário alimentar disputas entre pessoas que, apesar das divergências, estão do mesmo lado e convivem há anos com situações muito dolorosas decorrentes dos acontecimentos de 8 de janeiro. Meu objetivo é representar essas famílias e transformar toda essa dor em força política para defender, no Congresso Nacional, justiça, garantias fundamentais e a reconstrução da vida de quem foi atingido. [...] Não tenho interesse em disputar quem sofreu mais, nem em transformar essa causa em uma guerra pessoal. Quero preservar meus direitos, esclarecer qualquer informação falsa que seja divulgada sobre mim ou sobre minha família e seguir trabalhando por quem precisa de voz”.
Discussão entre candidatas do PL termina em agressão e BO; veja vídeo
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