A Polícia Federal suspeita de uma potencial interferência de André Mendonça nas investigações sobre um esquema de fraudes no INSS, abrindo uma crise silenciosa nos bastidores de Brasília. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, desconfia que o gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) esteja por trás de vazamentos seletivos contra Fábio Luís da Silva, filho do presidente Lula. Para mitigar o impacto de uma escalada institucional, a Advocacia-Geral da União (AGU), comandada por Jorge Messias, tem atuado para desarmar o impasse de forma política, resistindo a formalizar uma representação contra o magistrado no próprio STF.

O tema foi um dos destaques da última edição do Direto da Redação, programa diário de CartaCapital, apresentado pelo editor Leonardo Miazzo, com participação da editora-executiva Thais Reis Oliveira e da repórter Ana Luiza Basilio. O programa também abordou o possível avanço de matérias de grande apelo popular do governo Lula no Congresso, o cenário eleitoral no Rio de Janeiro e os temores de interferência digital norte-americana nas eleições presidenciais de 2026.

AGU evita embate direto com Mendonça

Segundo informações de bastidores obtidas pela repórter Maiara Marinho em Brasília, a AGU avalia que a disputa em torno das investigações do INSS possui caráter estritamente político. O receio do advogado-geral Jorge Messias é de que uma reclamação formalizada contra o ministro André Mendonça possa abrir brechas jurídicas perigosas. Defesas de réus em outros processos complexos, como os desdobramentos do caso do Banco Master, poderiam se valer da crise para tentar anular provas e desestabilizar as ações em curso.