A espanhola Aitana Lopez vive em Barcelona e ganha a vida como influenciadora digital fitness, compartilhando sua rotina de treinos e passeios nas redes sociais para mais de 400 mil seguidores. Tem cerca de 26 anos, é do signo de escorpião, mantém as madeixas pintadas de rosa e tem um corpo exatamente de acordo com os padrões estéticos socialmente impostos. Mas Aitana não existe: ela foi criada por meio de ferramentas hiper-realistas de inteligência artificial generativa.
Em seu perfil no Instagram, a bio diz: "criadora de conteúdo de IA; fitness e estilo de vida virtuais". Há o nome da empresa que a representa —na verdade, a agência que a criou— e a indicação de que é uma embaixadora da OpenArt, uma plataforma de IA. Para grande parte do público, isso pode não ser suficiente para entender que a moça nas fotos na academia e no litoral europeu é simplesmente uma ficção.
Influencers criados por IA não são exatamente uma novidade, mas vêm tomando as mídias sociais com mais força nos últimos dois anos. Se há uma década víamos figuras como a robô Miquela, considerada uma das primeiras do tipo, exibirem-se para os seus mais de 2 milhões de seguidores nas mídias sociais, hoje o cenário está muito mais complexo.









