Adoção de cloud nesse segmento passou de 29% em 2019 para 49% em 2025 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Com a adoção da nuvem, as equipes passam menos tempo resolvendo problemas de tecnologia e mais horas dedicadas ao cliente — Foto: Getty Images A digitalização dos sistemas de armazenamento nas médias empresas saiu do território exclusivo da área de tecnologia. Agora, a computação em nuvem passou a condicionar decisões de negócio, como o ritmo de abertura de filiais, a preparação para a inteligência artificial e a análise de dados, a automação de processos e a melhoria da experiência do cliente. Nessa configuração, a infraestrutura contratada como serviço deixou de ser item de suporte e virou a base sobre a qual os demais movimentos da transformação digital se apoiam. Os números ajudam a dimensionar o movimento. De acordo com o estudo TIC Empresas 2025, do Cetic.br, centro de estudos ligado ao NIC.br, no no passado, 49% das médias empresas brasileiras mantinham algum tipo de contrato de processamento em nuvem. Em 2019, eram apenas 29%. A 36ª Pesquisa Anual do Uso de TI, do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada (FGVcia), da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Get u lio Va rg as (FGV Eaesp), aponta na mesma direção. Nos 2.672 médios e grandes negócios de capital privado analisados, a nuvem já responde, em média, por 52% do processamento. “Estamos observando uma evolução significativa no perfil das médias empresas. A nuvem passou a ser vista como um habilitador de crescimento sustentável, capaz de combinar eficiência operacional, escalabilidade e acesso a tecnologias que antes estavam restritas a grandes corporações. Isso torna o crescimento mais previsível e permite que os gestores mantenham o foco no desenvolvimento do negócio”, diz Rodrigo Pestana, Head de portfólio de produtos e ofertas PME da Claro Brasil. DO CAIXA À EXPANSÃO Para o gestor, o primeiro efeito aparece no caixa. A nuvem converte o investimento em servidores próprios em despesa mensal proporcional ao uso, o que libera capital para a atividade principal do negócio. Custos incertos, como consertos de urgência e trocas de equipamentos que envelhecem, são substituídos por um valor conhecido, com ganho de previsibilidade no orçamento de tecnologia. O segundo efeito está na capacidade de expansão. Quando a empresa abre uma filial ou enfrenta picos sazonais de demanda, a estrutura contratada acompanha o ritmo da operação, sem novo projeto de infraestrutura local. Uma unidade nova pode começar a trabalhar com os mesmos sistemas da matriz em prazo curto. O crescimento também deixa de exigir aumento da equipe de TI na mesma proporção, já que a operação do ambiente fica com o fornecedor. Contratos ajustáveis permitem ampliar ou reduzir recursos conforme a demanda de cada período. Há ainda um ganho de produtividade nas equipes. Sistemas, dados e aplicações ficam acessíveis de qualquer lugar, o que permite colaboração em tempo real entre escritório, campo e trabalho remoto. Os times passam menos tempo resolvendo problemas de tecnologia e mais horas dedicados ao cliente, que encontra informações atualizadas em qualquer ponto de contato com a companhia. “Ao adotarem soluções em nuvem, as empresas ganham muito mais do que capacidade tecnológica. Elas conquistam agilidade para tomar decisões, integrar processos e ampliar sua atuação com segurança, transformando a tecnologia em uma ferramenta efetiva para acelerar resultados”, afirma Rodrigo Pestana. A mitigação de riscos completa a lista de motivações. As estruturas profissionais que sustentam os serviços de nuvem operam com energia redundante, monitoramento contínuo e cópias de segurança automáticas, regime difícil de manter internamente a custo razoável. Falhas de equipamento e incidentes locais deixam de interromper a operação ou de apagar cadastros, documentos e históricos. O controle sobre quem deve ter acesso a cada tipo de documento permanece com o gestor da empresa. Outros benefícios da adoção da nuvem são detalhados no e-book “Cloud: o motor do crescimento da média empresa”, disponível gratuitamente para download. A BASE DA IA A conexão com a inteligência artificial explica parte do crescimento da adoção de computação em nuvem pelos médios negócios. Aplicações de inteligência artificial, análise de dados e automação dependem de capacidade de processamento e de informações organizadas em ambientes acessíveis, condições atendidas sem investimento inicial elevado. A pesquisa TIC Empresas 2025 estima que 93.475 companhias brasileiras utilizaram algum tipo de IA em 2025. Entre as médias, a proporção passou de 24% em 2023 para 32% em 2025, com a nuvem funcionando como porta de entrada para essas ferramentas. A migração para a nuvem costuma ser conduzida em etapas e parte do ponto mais crítico da operação, como o e-mail corporativo, os arquivos compartilhados, as cópias de segurança ou o sistema de gestão. Nesse processo, uma das decisões mais importantes é a escolha de um fornecedor capaz de ajudar a empresa a avaliar as alternativas, definir prioridades e conduzir a mudança. Esse apoio, uma das especialidades da Claro empresas, é particularmente relevante para companhias sem grandes equipes de tecnologia. “A adoção da computação em nuvem vai além da escolha da tecnologia; ela exige planejamento, conhecimento e acompanhamento especializado. Quando conduzido de forma estruturada, esse processo permite que as empresas capturem todo o potencial da nuvem. A Claro empresas atua como parceira estratégica nessa jornada, oferecendo consultoria, suporte especializado e uma infraestrutura de alto desempenho para apoiar o crescimento dos negócios”, finaliza Rodrigo Pestana.