Ao investigar o mau uso de câmeras corporais, a Polícia Militar de São Paulo constatou, ao longo do último ano, diferentes transgressões cometidas por agentes.
As apurações identificaram policiais envolvidos em casos como dirigir viatura com imprudência, disparar arma de forma desnecessária e faltar com a verdade. Há também registros de apresentar-se mal uniformizado ou com uniforme alterado.
Essas situações, registradas pelo modelo atual de câmeras da empresa Motorola —em uso desde maio de 2025, com acionamento manual pelo policial—, somam-se a problemas no manuseio do equipamento em si, como obstrução das lentes durante ocorrências, baterias descarregadas, desvios propositais ou falta de acionamento, como mostrou a Folha.
As transgressões observadas constam do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar, criado por lei em 2001 e atualizado em abril deste ano.
No primeiro semestre deste ano, foram abertas 928 apurações voltadas a investigar indícios de mau uso das câmeras corporais. Delas, 175 processos disciplinares já foram finalizados, resultando em 107 punições: 81 repreensões, 25 permanências disciplinares (quando o policial fica retido no quartel) e uma advertência.








