O uso incorreto de câmeras corporais por policiais militares em São Paulo gerou 310 procedimentos disciplinares no segundo semestre de 2025 —média de 50 por mês, entre 7 de julho e 31 de dezembro, segundo dados da Corregedoria da PM.
Naquele período, o estado operava com 11.965 equipamentos Motorola, implantados a partir de maio do ano passado. Atualmente, o estado possui 15 mil equipamentos, marca alcançada neste mês, após atraso da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), uma vez que a previsão era atingir ainda o número no primeiro trimestre.
Das 310 apurações, 296 foram classificadas como infrações de natureza média, e 14, como graves; 61 já foram concluídas. As punições incluíram oito permanências disciplinares —quando o policial fica confinado ao batalhão— e 28 repreensões, registradas no prontuário.
Os números estão disponíveis no site do programa Muralha Paulista, mas o governo Tarcísio não divulga as condutas que motivaram cada procedimento. Também não há dados de períodos anteriores para comparação.
Policiais civis que investigam mortes cometidas pela PM relataram à Folha ser comum agentes alegarem que as câmeras estavam descarregadas ou desligadas durante a ação, situação que não mudou com as novas câmeras da Motorola.













