Segundo relato da vítima, um dos agentes apontou uma arma para ela e a ameaçou de morte antes de levá-la para uma área de mata; PM admite relação sexual, mas nega violência e roubo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Os policiais militares Victor Miguel Sebastiao da Silva e Willian Santana Santos foram presos em flagrante — Foto: Reprodução/ Polícia Civil de São Paulo Dois policiais militares foram presos em flagrante, na segunda-feira (24), suspeitos de roubar três jovens e de estuprar uma adolescente de 17 anos na Zona Leste de São Paulo. Os agentes foram identificados como Victor Miguel Sebastiao da Silva e Willian Santana Santos. A prisão preventiva dos dois foi decretada pela Justiça após audiência de custódia realizada nesta terça-feira (25). Segundo o relato da adolescente à Polícia Civil, ela foi ameaçada com uma arma de fogo e obrigada a manter relação sexual com um dos policiais. O caso teria ocorrido depois que ela e dois amigos, uma jovem de 18 anos e um rapaz de 19, aceitaram uma carona oferecida pelos agentes. As informações foram divulgadas pelo Terra, que teve acesso ao boletim de ocorrência. De acordo com o BO, os três jovens estavam em uma adega na região da Avenida Itaquera quando aceitaram uma carona de dois homens que estavam em um Volkswagen Fox cinza. Os suspeitos primeiro os levaram até um McDonald’s e, depois, ofereceram outra carona, desta vez até a casa das vítimas. Durante o trajeto, segundo os relatos, um dos homens passou as mãos nas pernas das duas jovens. Elas teriam recusado as investidas. Na sequência, o comportamento dos suspeitos teria mudado. Ainda segundo as vítimas, um dos homens sacou uma arma e anunciou o roubo. Os jovens teriam sido obrigados a entregar os celulares e permaneceram dentro do veículo por cerca de 40 minutos, sob ameaças. Adolescente teria sido mantida no carro As vítimas contaram à polícia que foram levadas para uma região de mata próxima ao Parque Jacuí, no bairro Pantanal. No local, um dos suspeitos teria determinado que a jovem de 18 anos e o rapaz de 19 saíssem do carro e se afastassem. Segundo o relato da adolescente, Willian teria dito que queria ficar com ela. Victor, de acordo com a versão apresentada à polícia, levou os dois amigos para longe do veículo. A adolescente afirmou que permaneceu dentro do carro com um dos homens e que foi ameaçada com uma arma caso não tirasse a roupa e mantivesse relações sexuais com ele. Os dois amigos disseram à polícia que não conseguiram ver o que acontecia no interior do veículo porque os vidros eram escurecidos. Depois, as três vítimas teriam sido abandonadas na região. Elas conseguiram deixar o local e encontraram uma equipe da Polícia Militar, à qual pediram ajuda. Conforme o registro da ocorrência, não havia lesões físicas visíveis nos jovens. Policial admite relação sexual, mas nega estupro Em depoimento à Polícia Civil, ao qual a CNN Brasil teve acesso, Willian Santana Santos admitiu ter mantido relação sexual com a adolescente, mas negou que tenha cometido violência sexual ou participado do roubo. Segundo o policial, a relação teria sido consensual. Ele também afirmou que acreditava que a jovem fosse maior de idade. Como justificativa, disse ter visto a adolescente consumindo bebida alcoólica em uma adega e, por isso, não teria imaginado que ela tivesse 17 anos. A versão do agente é diferente da apresentada pela adolescente. Segundo o BO, ela afirmou que foi mantida dentro do veículo sob ameaça de uma arma e obrigada a manter relação sexual contra a vontade. O caso foi registrado como estupro com concurso de dois ou mais agentes e roubo com emprego de arma de fogo, restrição da liberdade das vítimas, subtração de celulares e concurso de duas ou mais pessoas. Willian também negou ter usado uma arma contra a jovem e disse que não participou do roubo dos celulares. O que dizem a PM e a investigação Em nota ao GLOBO, a Polícia Militar de São Paulo afirmou que não tolera desvios de conduta e que “agiu com firmeza para dar pronta resposta ao caso”, com a apresentação imediata dos dois agentes à Polícia Civil. A corporação informou que o caso é apurado “com o máximo rigor” por meio de um Inquérito Policial Militar (IPM) e também pela Polícia Civil. Os dois policiais foram presos em flagrante na manhã de segunda-feira (24) e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça após audiência de custódia realizada nesta terça-feira (25). A investigação continua sob responsabilidade da Polícia Civil.
Policiais militares são presos suspeitos de estupro e roubo de adolescente de 17 anos em São Paulo
Segundo relato da vítima, um dos agentes apontou uma arma para ela e a ameaçou de morte antes de levá-la para uma área de mata; PM admite relação sexual, mas nega violência e roubo







