A Justiça de São Paulo voltou a bloquear, de forma provisória, as quotas e os imóveis da LP Administradora de Bens, empresa que reúne parte do patrimônio da família Fares, dona da Marabraz.
A decisão é do desembargador Roberto Nussinkis Mac Cracken, que preside a Seção de Direito Privado do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), e foi proferida na terça-feira (25). Ele também admitiu o recurso especial apresentado por Nasser e Jamel Fares para que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) analise o caso.
Os dois são filhos do fundador da Marabraz, Abdul Hamid Fares, e atuais controladores da varejista. Eles estão no centro de uma disputa com a terceira geração da família, formada por seus próprios filhos e sobrinhos, pelo controle da LP Administradora.
O recurso questiona uma operação de transferência das quotas da LP Administradora para os netos do fundador.
Em primeira instância, a Justiça havia considerado que a operação era simulada, por entender que as quotas teriam sido transferidas sem pagamento efetivo. O TJ-SP, porém, reformou essa decisão em setembro de 2025, entendendo que não havia provas da fraude.







