A interrupção da fluoretação da água pode retirar uma camada de proteção contra a cárie e, se a suspensão se prolongar, aumentar o risco de problemas de saúde bucal, principalmente entre crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
O alerta ocorre após a Aesbe (Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento) pedir à Justiça a suspensão temporária, pelo prazo inicial de 90 dias, da obrigatoriedade de adicionar flúor à água distribuída pelos sistemas de abastecimento.
O acesso à água fluoretada é uma determinação da lei federal 6.050, de 1974. A Aesbe vê risco de desabastecimento de ácido fluossilícico (usado na adição de flúor) nos próximos meses, após a fabricante de fertilizantes Mosaic interromper o fornecimento do insumo.
O ácido fluossilícico é um subproduto da produção de fertilizantes à base de fosfato. A Mosaic sofreu um baque após a escalada do preço do enxofre, que serve como matéria-prima nessa produção, em meio aos conflitos no Oriente Médio e ao fechamento do estreito de Hormuz.
A Aesbe tem como associadas companhias como Sabesp, Cagece (Companhia de Água e Esgoto do Ceará), Cagepa (Companhia de Água e Esgotos da Paraíba), Cesan (Companhia Espírito Santense de Saneamento), Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) e BRK.






