A Aesbe (Associação das Empresas de Saneamento Básico) vê risco de desabastecimento de ácido fluossilícico nos próximos meses, após a fabricante de fertilizantes Mosaic interromper o fornecimento do insumo. O produto é usado por companhias de saneamento no processo de adição de fluoreto à água.
Sem o produto, a água continua própria para consumo, mas deixa de receber a fluoretação usada para prevenção de cáries.
O ácido fluossilícico é um subproduto da produção de fertilizantes à base de fosfato. A Mosaic sofreu um baque após a escalada do preço do enxofre, que serve como matéria-prima nessa produção, em meio aos conflitos no Oriente Médio e ao fechamento do estreito de Hormuz.
Munir Abud, diretor-presidente da Cesan (Companhia Espírito-Santense de Saneamento) e presidente da Aesbe (Associação das Empresas de Saneamento Básico), afirma que as empresas estão buscando no mercado internacional substitutos para o fornecimento.
O problema, segundo Abud, é que os efeitos do encarecimento do enxofre também alcançaram outros países, o que torna mais difícil a procura por um novo fornecedor.









