Eleições 2026
Antes de assumirem, respectivamente, a presidência e a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques e André Mendonça diziam a interlocutores que a nova gestão refletiria seus perfis “discretos” e “pouco intervencionistas”.
Nos últimos meses, porém, o tom mudou. Em meio a divergências internas no TSE e à perspectiva de que algumas decisões possam ser contestadas no Supremo Tribunal Federal, Kassio e Mendonça deram sinais de recuo em entendimentos que afetam diretamente a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
As primeiras decisões da dupla — que, ao lado de Estela Aranha, integra o grupo responsável por julgar ações sobre propaganda eleitoral — apontavam, por exemplo, para uma interpretação mais flexível das regras sobre o uso de deepfakes nas campanhas.
A resistência de outros integrantes da Corte, no entanto, levou a uma mudança de rumo. Na noite desta terça-feira 25, Mendonça apresentou uma proposta mais restritiva para o uso de avatares realistas gerados por inteligência artificial. A tendência é que o texto reúna maioria no tribunal, embora deva sofrer ajustes quando for levado ao plenário.








