Eleições 2026

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, deve mudar seu entendimento sobre o uso de deep fake em campanhas eleitorais, avaliam ministros do TSE, após ouvir os colegas e se deparar com derrotas no plenário virtual que o isolaram sobre o tema. Para evitar o desgaste, o ministro buscou analisar o contexto antes de pautar o julgamento sobre o tema, que servirá de baliza para o processo eleitoral.

No atual cenário, Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), contam com o apoio, em algumas ações, de Dias Toffoli, que ora movimenta-se em direção aos dois, ora move-se de maneira contrária a esses magistrados.

Noutra ponta, os ministros Antônio Carlos Ferreira, Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva e Floriano Peixoto têm um posicionamento mais firme sobre o tema, pois entendem que o uso de deep fake deve ser expressamente proibido em campanhas eleitorais, seja para favorecer ou prejudicar um candidato.

Na semana passada, Mendonça e Nunes Marques se depararam com a primeira derrota sobre o tema em plenário virtual. Os ministros deram mais votos favoráveis à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, e negaram a maioria dos pedidos apresentados pela Federação Brasil da Esperança, que tem Lula (PT) como candidato à reeleição.