Resultado indica que o empresário do comércio está menos confiante em agosto, preocupado com condições atuais do negócio, explicou a confederação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Após cair 0,8% em julho, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) recuou 0,6% em agosto, para 101,3 pontos, informou a organização nessa quarta-feira (29). A retração conduziu a confiança do varejo ao menor patamar desde novembro de 2025 (100,5 pontos). Na comparação com agosto do ano passado, a queda foi de 0,7%. Para a confederação, o resultado indica que o empresário do comércio está menos confiante em agosto, preocupado com condições atuais do negócio. Isso é perceptível na evolução dos três indicadores componentes do Icec. Enquanto o de expectativas subiu 0,4% e o de intenção de investimentos recuou 0,3%, o de condições atuais amargou queda de 2,5% de julho a agosto. Na comparação com igual mês no ano passado, a queda de condições atuais foi de 2,8% em agosto desse ano, recuo mais intenso do que observado no tópico expectativas (-0,2%), nessa mesma comparação. Já intenção de investimentos subiu 0,1%, em agosto ante agosto de 2025. Em comunicado, o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, avaliou o momento atual do setor como “complexo”. Porém, disse estar confiante na continuidade da redução da taxa básica de juros (Selic), que norteia juros de mercado, pelo Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Isso porque, na prática, quando o juro fica mais alto, comprar a crédito também encarece para o consumidor, afetando diretamente as vendas no varejo. Atualmente, a Selic está em 14% ao ano. “O patamar recorde de empresas inadimplentes registrado pela pesquisa de junho do Serasa, é reflexo do aperto monetário causado pela alta taxa Selic, alvo de nossos alertas há meses”, continuou ele. “Acompanhamos de perto essa situação, lamentando cada negócio que não consegue desempenhar como gostaria e atuando diante de autoridades para reverter esse ciclo”, completou. Ao detalhar o impacto do atual patamar de juros, considerado elevado no entendimento da CNC, a organização mapeou ainda o tópico “condições atuais” por diferentes segmentos, principalmente os que dependem mais de crédito para vendas. Os destaques de recuo, nesse tópico, ficaram com os chamados “semiduráveis”. Em agosto, a confederação apurou quedas nas avaliações sobre condições atuais entre empresários de roupas, calçados, tecidos e acessórios (-0,4%), supermercados, farmácias e lojas de cosméticos (-3,5%) e eletrônicos, eletrodomésticos, móveis e decoração, cine/foto/som, material de construção e veículos (-4,6%). “Mesmo que a taxa Selic mantenha sua queda responsavelmente, alguns meses são necessários para que essa futura redução chegue até o preço praticado pelo varejo e consequente alívio no bolso do cidadão”, acrescentou economista da CNC, Catarina Carneiro. “Só então, vencendo as instabilidades, teremos um arrefecimento nos níveis de comprometimento da renda tanto por parte dos empresários quanto dos consumidores”, comentou ela. A CNC ponderou ainda que, para o empresariado do comércio, a conjuntura econômica também é ponto de atenção em agosto. Isso porque os próximos meses são de campanha eleitoral no Brasil (o que pode mudar a condução de política econômica). Possíveis impactos na atividade de influências externas ainda decorrentes da guerra dos EUA contra o Irã e de eleições americanas também estão no radar dos empresários do setor, informou ainda a organização. — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Confiança do comércio cai 0,6% em agosto, diz CNC
Resultado indica que o empresário do comércio está menos confiante em agosto, preocupado com condições atuais do negócio, explicou a confederação







