0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Expectativa de consumo de bens duráveis caiu dez pontos na sondagem do FGV Ibre — Foto: Edilson Dantas/O Globo A desaceleração da economia, demonstrada por diversos indicadores neste segundo semestre, é a principal explicação para a redução disseminada dos índices de confiança apurados pelo FGV Ibre em agosto. O destaque negativo foi a indústria, cuja confiança recuou 3,5 pontos, a maior redução desde agosto do ano passado e a do consumidor que registrou o quarta queda seguida, desta vez a variação negativa foi de 3,6 pontos, o que levou o índice para 84,7 pontos, omenor nível desde novembro de 2022. A confiança de comércio e construção também recuou, sendo a única exceção, em agosto, o resiliente setor de serviços, que avançou 1,2 ponto em agosto. Mesmo nesse grupo, pontua Rodolpho Tobler, pesquisador do FGV Ibre, não houve alta disseminada entre as atividades do segmento. — A confiança caiu como um todo, mas puxada principalmente pela piora nas expectativas. Parte dos empresários até observa alguma reação no momento presente, na demanda, mas, olhando para frente, eles começam a ficar muito mais cautelosos. O cenário macroeconômico é bastante desafiador, com juros altos, o que tem limitado bastante a expectativa de uma atividade econômica mais forte. As projeções de PIB já apontam um segundo semestre mais fraco do que foi o primeiro, e a virada para 2027 também mais fraca. Esses números corroboram esse cenário — explica o economista. Do ponto de vista do consumidor, Tobler avalia que a queda reflete o orçamento apertado das famílias, pressionado especialmente pelo endividamento. Dentro do índice de expectativas, o indicador de compras previstas de bens duráveis recuou 10 pontos, para 74,7 pontos, o menor nível desde julho de 2022 (68,1 pontos). Em seguida, o indicador de situação financeira futura da família caiu 4,6 pontos, para 82,9 pontos, o menor nível desde agosto de 2025 (79,3 pontos). O indicador de situação financeira atual da família caiu 1,2 ponto, para 74,3 pontos, enquanto o indicador de situação econômica local atual ficou praticamente estável, ao ceder apenas 0,1 ponto, ainda em patamar positivo.