Resultado refletiu as boas performances em vendas de bens semiduráveis, como roupas, calçados, tecidos e acessórios, destacou a entidade Após duas quedas mensais seguidas, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) subiu 0,2% em junho ante maio para 102,6 pontos, informou a organização nessa terça-feira (30). Na comparação com junho do ano passado, no entanto, o índice mostrou queda de 2,2%, em junho desse ano. Boas performances em vendas de bens semiduráveis, como roupas, calçados, tecidos e acessórios, levaram ao saldo positivo no mês, ante mês anterior, informou a CNC. Somente esse segmento mostrou alta de 1,1% na confiança, em junho ante maio, disse a entidade. Na prática, pontuou a organização, o avanço do setor de comércio da moda e do vestuário compensou recuos, de confiança, registrados nos demais setores do varejo. Também ajudou a minimizar percepção de cautela, entre o empresariado do setor, com condições macroeconômicas atuais. Ao detalhar trajetória do Icec em junho, a CNC informou que dois dos três tópicos usados para cálculo do indicador mostraram aumento ante maio. É o caso de expectativas (0,7%) e intenções de investimento (0,4%). Em contrapartida, houve recuo em condições atuais (-1%). Na comparação com junho do ano passado, no entanto, foram registrados recuo de 5,3% em expectativas; alta de 0,1% em intenção de investimentos; e estabilidade em condições atuais, em junho desse ano. José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, destacou a resiliência do setor em junho, ao comentar o desempenho do indicador, em informe sobre o tema. “O comércio brasileiro tem demonstrado uma resiliência notável”, disse. “Mas o tomador de decisão necessita de um ambiente de negócios previsível e seguro para planejar seus investimentos, expandir a livre-iniciativa e gerar novas oportunidades para a sociedade”, completou. No entendimento de Tadros, para que o resultado positivo, de junho, se consolide em crescimento sustentável, também é indispensável, ao empresário, manter “prudência e o radar” ligado no contexto inflacionário e na condução da política monetária (que define patamar de juros de mercado). Mesmo com o aumento no indicador em junho, a cautela com os negócios, por parte do empresário varejista, permaneceu. No Icec de junho, 75,9% dos varejistas admitiram piora no cenário econômico corrente, maior fatia para essa resposta em oito meses. Para Fabio Bentes, economista-chefe da CNC, a tendência é que o nível de confiança do varejo oscile, nos próximos meses. Isso porque, no entendimento do especialista, há elevado grau de incerteza, nos cenários interno e externo. Essas dúvidas podem afetar evolução de negócios do comércio, nos próximos meses. — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Confiança do comércio cresce 0,2% em junho, diz CNC
Resultado refletiu as boas performances em vendas de bens semiduráveis, como roupas, calçados, tecidos e acessórios, destacou a entidade







