Entidade ponderou que a realidade atual do mercado de trabalho permanece em patamar historicamente favorável, com baixa desocupação geral e avanço nos rendimentos A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), calculada pela Confederação Nacional de Bens, Serviços e Turismo (CNC), subiu 0,1% em junho, perante o mês anterior, para 105,5 pontos. Na comparação com junho de 2025, a alta foi de 3,2%. A entidade informou que o aumento, ante mês imediatamente anterior, é o mais fraco, na sequência de altas observada no indicador iniciada em novembro de 2025. A organização explicou que o aumento mais fraco do ICF em junho pode ter sido influenciado por menor confiança em mercado de trabalho entre as famílias brasileiras para o futuro. A CNC detalhou que, nos sete tópicos usados para cálculo, cinco mostraram aumento em junho ante maio. É o caso das altas em emprego atual (0,2%), nível de consumo atual (0,2%), perspectiva de consumo (0,5%), acesso ao crédito (0,8%), e momento para duráveis (1,2%). Na comparação com junho de 2025, seis mostraram expansão: emprego atual (1,8%), renda atual (1,9%), nível de consumo atual (3,6%), perspectiva de consumo (2,9%), acesso ao crédito (6,8%) e momento para duráveis (20,3%). No entanto, o tópico perspectiva profissional mostrou queda tanto ante maio (de 0,2%) quanto ante junho de 2025 (6,3%). A CNC ponderou que a realidade atual do mercado de trabalho permanece em patamar historicamente favorável, com baixa desocupação geral e avanço nos rendimentos. No ICF de junho, parcela expressiva das famílias brasileiras (42,2%) ainda percebe momento mais seguro para o trabalho. Assim, para a entidade, o recuo nas expectativas quanto ao mercado de trabalho parece se concentrar em certo receio, na evolução do emprego no médio prazo e não no cenário presente. “O trabalhador brasileiro reconhece a força do mercado de trabalho no presente, mas a deterioração das expectativas futuras reflete um receio com as viradas de cenário no médio e longo prazo”, afirmou, em comunicado sobre o indicador, o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. “Para que a confiança se consolide em consumo real e impulsione o PIB, as famílias e o setor produtivo precisam de um ambiente de mais estabilidade e previsibilidade”, completou. Em contrapartida, o maior ímpeto de compra de duráveis, em junho, ajudou o ICF a se manter positivo no mês ante maio, acrescentou a CNC. “O consumidor percebeu uma janela de oportunidade com a deflação de alguns bens duráveis observada ao longo dos meses”, disse o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes. Na comparação com junho de 2025, a inflação mais baixa também ajudou a impulsionar intenção de consumo entre famílias mais pobres, completou a CNC. O ICF, nessa comparação, subiu 3,6% entre famílias com até dez salários mínimos em junho, informou a entidade. Ou seja: acima da média do indicador (3,2%), para esse período comparativo. Já entre famílias com ganhos mensais acima de dez salários mínimos, a alta foi de 1,7%, em junho ante junho do ano passado, no ICF. — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Intenção de consumo cresce 0,1% em junho, diz CNC
Entidade ponderou que a realidade atual do mercado de trabalho permanece em patamar historicamente favorável, com baixa desocupação geral e avanço nos rendimentos








