Presidente da entidade que rege o futebol mundial sofre pressão após plano de abrir a federação para investimento privado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Infantino, presidente da Fifa — Foto: Alfredo ESTRELLA / AFP A Federação Italiana de Futebol (FIGC) anunciou, nesta quarta-feira, que decidiu retirar seu apoio à candidatura de Gianni Infantino à presidência Fifa, o atual chefe da entidade máxima do futebol mundial, que enfrenta críticas devido ao seu plano fracassado de abrir a Copa do Mundo e outros torneios a investidores privados. O dirigente suíço-italiano de 54 anos é, atualmente, o único candidato à eleição em março de 2027. A FIGC destacou que sua posição está em total acordo com a Uefa no que diz respeito às recentes iniciativas de Infantino no comando da Fifa. — Continuaremos a trabalhar em conjunto com a Uuefa e outras federações europeias para promover uma visão do futebol baseada no mérito, na solidariedade, na sustentabilidade e na centralidade dos torcedores — declarou o presidente da FIGC, Giovanni Malagò. — Reconhecemo-nos num modelo de diálogo, escuta e responsabilidade compartilhada que, até agora, permitiu ao futebol crescer, inovar e, simultaneamente, defender os seus princípios fundadores. Para manter o cargo que ocupa desde 2016, Infantino precisa do respaldo da maioria das 211 associações-membro que compõem a entidade que rege o futebol mundial. Apesar da forte oposição a Infantino, a entidade europeia está perto de abandonar a ameaça de boicote às competições da Fifa. Segundo o jornal The Guardian, a Uefa tomou a decisão depois de receber garantias concretas de que a Fifa não voltará a apresentar um projeto semelhante ao plano de Infantino para vender participações de uma empresa ligada à organização da Copa do Mundo. Ainda conforme o portal, as seleções europeias devem ser liberadas para disputar a próxima Copa do Mundo Feminina Sub-20, além dos torneios seguintes. O compromisso foi firmado em conversas privadas entre as duas entidades e atende à principal exigência da Uefa para retirar a ameaça de boicote.