0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vorcaro: em foto com o jeitão de que estava muito orgulhoso do desempenho do Master — Foto: Reprodução Daqui a duas semanas, em 8 de setembro, o colegiado da CVM volta a se debruçar no caso do Master. Mas não ao episódio que levou à liquidação do ex-banco de Daniel Vorcaro. O processo que entra em julgamento trata de operações envolvendo a Brazil Realty e está na CVM — acredite — desde 2020, muito antes da crise que levou o Banco Master à liquidação pelo Banco Central e à prisão de Vorcaro. O Master é acusado de ter incorporado imóveis e ativos superfaturados ao portfólio do fundo FII Brazil Realty. O processo teve seus motivos para se arrastar a passos de cágado idoso. Em dezembro de 2024, Otto Lobo, então diretor da CVM e hoje presidente da autarquia, pediu vista. Beleza. Devolveu o processo em maio de 2025, 161 dias depois. Na mesma sessão, João Accioly pediu nova vista. O processo só voltou em dezembro, outros 189 dias depois. Foram 350 dias de geladeira. Nesse intervalo, o Master foi liquidado, Vorcaro foi preso e o caso que agora chega ao colegiado ganhou um contexto que ninguém imaginava quando o processo foi aberto. Quem acompanha esse imbrógio de perto aposta que Vorcaro será condenado. Mas timing é tudo: quando o processo finalmente saiu da gaveta, Vorcaro já estava preso e o banco liquidado. Resume um advogado societário que conhece o caso: — Julgar cachorro morto é uma tarefa bem mais confortável.