O anúncio da Braskem sobre sua recuperação extrajudicial de uma dívida de US$ 11 bilhões evitou uma crise imediata que teria levado a empresa a pedir recuperação judicial. No entanto, as partes permanecem distantes em questões fundamentais, que vão desde os termos do apoio dos acionistas até como a dívida existente será renegociada.

A gigante do setor petroquímico iniciou, na segunda-feira (24), um processo de recuperação extrajudicial —o segundo maior da história do Brasil—, conseguindo a concordância de cerca de 39% dos credores para manter as negociações por mais 90 dias.

As cobranças contra a Braskem já haviam sido suspensas em junho, quando a empresa entrou com uma medida cautelar após entraves nas discussões sobre a reestruturação da dívida; o prazo de 60 dias concedido para as negociações expirou na segunda.Esses mesmos entraves continuam dificultando as conversas entre os credores e os acionistas controladores da empresa: o fundo especializado em ativos problemáticos IG4 Capital Group e a Petrobras.

Embora a estrutura apresentada nos documentos judiciais de segunda inclua o compromisso dos principais acionistas —ou de terceiros acordados— de aportar novo capital, o montante, a estrutura e o cronograma da operação permanecem indefinidos.