Visto permite viajar, conhecer a cultura local e trabalhar de forma temporária. Guia do GLOBO traz informações sobre 36 países para quem quer morar fora 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Viver pelo Mundo: brasileiros podem trabalhar em cinco país com o visto de férias-trabalho — Foto: Arte / O Globo Esta reportagem faz parte do Guia Viver pelo Mundo, que reúne informações sobre 36 países como salários, vistos, segurança e custo de vida para quem quer morar fora. Acesse a ferramenta. Existe um caminho para morar no exterior por até um ano sem precisar de oferta de emprego, diploma específico ou grandes economias. O visto de Férias-Trabalho, mais conhecido pelo nome em inglês, Working Holiday, é voltado a jovens entre 18 e 30 anos e permite viajar, conhecer a cultura local e trabalhar de forma temporária para custear a estada. Segundo o Itamaraty, o Brasil mantém acordos desse tipo com cinco países. Veja quais são e como funcionam. Os cinco países com acordo O Brasil tem acordos de Férias-Trabalho em vigor com Alemanha, Austrália, Coreia do Sul, França e Nova Zelândia. Em todos, o público-alvo são jovens de 18 a 30 anos, com exceção da Coreia do Sul, que aceita candidatos de até 34 anos. Segundo o Itamaraty, ele é primordialmente para fins de turismo, com o trabalho servindo para ajudar a bancar a viagem, e não como objetivo principal. Os requisitos básicos se repetem nos cinco países: passaporte válido, passagem de volta ou recursos para comprá-la, dinheiro suficiente para se manter no período inicial e plano de saúde válido por toda a estada. Cada acordo, porém, tem regras próprias de cota, valor mínimo e documentação, definidas pela representação de cada país. Um dos destinos mais procurados, a Alemanha oferece cerca de mil vistos por ano a brasileiros. O visto permite morar e aceitar empregos temporários por até 12 meses, com o lazer como objetivo principal, e não é possível trabalhar mais de seis meses para o mesmo empregador. Exige comprovação de recursos para os primeiros meses e seguro de saúde completo. A Austrália oferece o Work and Holiday Visa (subclasse 462), que permite viajar e trabalhar por 12 meses. É a opção mais exigente entre as cinco. Além dos requisitos comuns, pede comprovação de ensino superior em andamento ou concluído, nível funcional de inglês e fundos mínimos para manutenção. As vagas são limitadas e costumam se esgotar rápido. O Programme Vacances-Travail (PVT) francês é gratuito, sem taxas consulares, e permite morar, viajar e trabalhar por até 12 meses. Oferece cerca de 500 vagas anuais e não é renovável. Entre os documentos, exige comprovação de recursos financeiros e uma carta de motivação. A Nova Zelândia disponibiliza cerca de 300 vistos por ano. No país, no entanto, não é possível trabalhar mais de três meses para o mesmo empregador, o que estimula a rotatividade típica de quem viaja pelo país. Para quais países brasileiros podem migrar com menos burocracia? Veja os principais destinos O atalho do passaporte europeu Quem tem direito a um passaporte europeu, pode acessar acordos de Working Holiday mais amplos, muitas vezes com cotas maiores, menos exigências e limite de idade que pode chegar a 35 anos. É uma das vantagens práticas de correr atrás da dupla cidadania, se tiver a oportunidade. Apuração de Leonardo Marchetti