Eleições 2026

“A diferença entre os humanos e os animais é que os animais nunca permitem que um estúpido lidere a manada” (Winston Churchill)

Uma triste realidade é que estamos às portas de uma eleição que pode definir entre a barbárie e a continuidade democrática, ainda que com percalços. Enquanto isso, o eleitor vai sendo metralhado por campanhas de desinformação, baixaria e fake news. Para coroar, resolvem criticar Lula por se negar a participar da farsa que foi o primeiro debate nacional entre os candidatos à Presidência da República.

Trata-se de um formato ultrapassado, no qual candidatos se apresentam como franco-atiradores, com palavras de baixo calão, agressividade criminosa, agressões vis à primeira-dama Janja da Silva, fraldas mostradas de maneira humilhante — enfim, um show de horrores. O debate serviu para alguns candidatos fazerem cortes para divulgar nas redes sociais e para dar espaço a candidatos desqualificados e sem pudor algum. A ausência a esse circo, sem dúvida, é um sinal de respeito ao eleitor.

A situação só piora. Há 100 longos dias, o Brasil foi surpreendido com a gravação de uma conversa entre o candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro, e o banqueiro Daniel Vorcaro, na qual o primeiro cobrava a complementação dos 130 milhões de reais que o banqueiro havia prometido para, supostamente, patrocinar o filme Dark Horse, sobre a vida do presidiário Jair Bolsonaro. Ali, descobrimos, perplexos, que 61 milhões já haviam sido pagos à família.