A evolução dos assistentes virtuaisde IA para ecossistemas de agentes autônomos em rede abre uma nova etapa para o uso da Inteligência Artificial no setor financeiro, ampliando a capacidade de execução da tecnologia e as possibilidades de personalização da experiência dos clientes.O tema esteve entre as discussões do primeiro dia da FebrabanTech 2026, nesta segunda-feira (24), em painel que contou com a participação do Bradesco para debater os impactos dessa transformação na produtividade e na relaçãocom o cliente.

Representando o banco, Rafael Cavalcanti, Chief Data Analytics Officer (CDAO) do Bradesco, destacou que uma das principais transformações dessa nova fase da Inteligência Artificial (IA) é o avanço em direção ao conceito de “banco conversacional”. A proposta é ampliar a capacidade de compreender o contexto de cada interação e personalizar as jornadas dos diferentes públicos da instituição – clientes, funcionários e demais integrantes de seu ecossistema, com respostas cada vez mais claras, precisas e resolutivas.

Mediado por Gustavo Paul, da Febraban, o painel discutiu a mudança provocada pela entrada dos agentes de IA na camada de execução. Segundo Cavalcanti, a evolução consolida um modelo no qual pessoas e Inteligência Artificial passam a atuar de maneira cada vez mais integrada. Mais do que gerar respostas por meio de Grandes Modelos de Linguagem (LLMs), a IA agêntica ganha capacidade de executar tarefas, acionar ferramentas e se conectar a outros sistemas.