Agosto marca o início da corrida presidencial, mas também o anúncio dos mirabolantes planos econômicos dos candidatos. Como de costume, muitas promessas e uma falta consistente de equilíbrio macroeconômico em que se assegura o céu com sustentabilidade fiscal e forte crescimento econômico. Nisso, quase todos os candidatos são parecidos, uns mais, outros menos, mas todos querem atingir o nirvana fiscal sem muita clareza e, na verdade, sem poder anunciar as duras necessidades de ajuste para não afugentar o eleitor.
Mas o fato é que a situação fiscal não permite acreditar em milagres. Por mais que nós, economistas, desejemos um superávit primário de 2% do PIB (Produto Interno Bruto), que, minimamente, poderia estabilizar a dívida, alcançar esse patamar no próximo mandato presidencial será muito difícil.
Montagem com fotos de Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury, candidatos à Presidência da República em 2026 - Montagem sobre fotos Folhapress, AFP, Reuters e Divulgação
Diferentemente do governo FHC 2, que usou da carga tributária para fazer um forte ajuste, e do governo Temer, que usou de uma agressiva regra do teto, dessa vez precisaremos de um arsenal politicamente muito mais difícil para reverter a trajetória de uma dívida pública bruta que deve chegar a quase 83% do PIB este ano, um nível historicamente elevado.











