Na Febraban Tech, presidente do BC aborda medidas que o regulador tomou para melhorar a segurança do sistema nos últimos meses 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Na abertura do Febraban Tech, evento de tecnologia e inovação do setor financeiro promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, falou sobre as medidas que o regulador tomou para melhorar a segurança do sistema nos últimos meses. Com a inovação, afirmou Galípolo, vêm novas ameaças de fraudes e ataques cibernéticos. “Quanto a isso, foram tomadas uma série de medidas ao longo do ano. Eu agradeço aqui o apoio de todos”, disse. “Essas medidas foram possíveis de ser implementadas e aumentar a resiliência do sistema graças ao engajamento e a parceria de todo o sistema com o Banco Central.” Segundo o presidente do BC, as medidas serviram para mostrar a “falsa dicotomia” entre inovação e segurança. “As medidas que foram tomadas conseguiram demonstrar a falsa dicotomia sobre estabilidade, segurança e competição, que muitas vezes se coloca na prática. Ela não existe.” Para ele, toda a instituição que é séria avalia riscos, e ninguém quer correr riscos no negócio apenas para ultrapassar os concorrentes. “Então ficou claro que cada uma dessas medidas foi apoiada por todos aqueles que querem um sistema mais forte, que querem um um ambiente competitivo mais isonômico e que possa, sim, ser mais seguro para que as inovações tecnológicas possam ocorrer e se revelarem mais serviços de melhor qualidade para a população.” Pix e fake news Durante sua palestra na Febraban Tech, Galípolo afirmou ainda que o Pix, o sistema de pagamentos instantâneos da autoridade monetária, "às vezes é alvo de fake News". Em palestra em painel de abertura da Febraban Tech 2026, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), ele declarou o BC só se manifesta oficialmente por meio de seus diretores e presidente. Galípolo declarou que o Pix é sucesso, com 80 bilhões de transações realizadas em 2025, tendo movimentado R$ 35 trilhões pela plataforma. Segundo ele, há 900 milhões de chaves Pix cadastradas, totalizando 162 milhões de pessoas e 16 milhões de empresas (140 milhões de pessoas físicas e 12,8 milhões de pessoas jurídicas usuários). Galípolo disse que as informações são disseminadas "nem sempre de maneira muito controlada" e que o sistema de pagamento instantâneos é vítima de fake news. Para ele, é legítima a publicação de apurações jornalísticas, mas enfatizou que somente os diretores do Banco Central podem falar sobre o futuro da plataforma. "O BC só se manifesta por meio dos seus diretores e presidente oficialmente. Então, toda vez que se estiver alguma dúvida sobre o Pix ou sobre o que vai acontecer com o Pix, entra no site do BC. É um dos mais transparentes do mundo", disse. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo — Foto: Raphael Ribeiro/BC
Galípolo: Não existe essa falsa dicotomia entre segurança e inovação
Na Febraban Tech, presidente do BC aborda medidas que o regulador tomou para melhorar a segurança do sistema nos últimos meses








