O gasto do Brasil com defesa, tema eleito pelo presidente Lula como uma das prioridades de sua campanha à reeleição, desafia com sua estrutura engessada as promessas de investimento feitas pelo petista e por seus rivais.

Em 2025, o governo gastou R$ 133,3 bilhões em defesa, 77,7% do valor com pessoal ativo e inativo. Outros 14,05% foram aplicados no custeio, ou seja, os gastos do cotidiano. Já os programas militares em si ficaram com apenas 8,25% do total.

A taxa de investimento melhorou sob Lula. Em 2022, último ano do governo de Jair Bolsonaro (PL), ela havia ficado 6,7%, e vem crescendo aos poucos, chegando a 11% em 2025. Continua distante dos 20% preconizados pela aliança militar Otan, o padrão-ouro do tema no Ocidente.

Os números são do sistema de acompanhamento de gastos federais do Senado, que incluem tanto valores pagos a partir da autorização orçamentária quanto os restos a pagar de outros anos.

O dispêndio total equivale a cerca de 1% do PIB, metade da inalcançável meta do Ministério da Defesa e distante dos 3,93% em média dos 32 membros da Otan neste ano.