Presidente falou da necessidade de priorizar o setor, apesar das resistências da esquerda 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Lula passa a tropa em revista do Comando da Marinha — Foto: Cristiano Mariz O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende dar mais atenção à área de Defesa em um eventual quarto mandato, mas investiu 11% a menos no setor que seu antecessor, Jair Bolsonaro (PT). Dados do sistema Siga Brasil mostram que entre 2023 e 2026, Lula reservou R$ 40,7 bilhões especificamente para investimentos nas Forças Armadas, frente a R$ 45,7 bilhões usados para investimentos nos quatro anos (2019 a 2022) do governo anterior. Os dados dizem respeito ao total de recursos destinados a melhorias para Exército, Marinha e Aeronáutica. Durante discurso na convenção nacional do PT, em São Paulo, no domingo, em evento que chancelou sua candidatura à presidência, Lula falou da necessidade de priorizar o setor, apesar das resistências da esquerda, que historicamente não apoia reforço orçamentário a área militar. — A questão da defesa. Quero pedir para a esquerda parar com essa bobagem, de achar que a gente não tem que ter preocupação com a defesa. Esse país tem 16,8 mil quilômetros de fronteira seca, 8 mil quilômetros de fronteira marítima. Esse país tem a maior floresta tropical do planeta. Esse país tem 12% da água doce do mundo — disse — Nós precisamos investir na defesa — afirmou. O presidente iniciou o terceiro mandato com relação tensionada com militares, especificamente após o 8 de janeiro, os ruídos arrefeceram em articulação interna do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro e Lula chegou a incluir um eixo de Defesa no Novo PAC para áreas estratégicas, em agosto 2023. Na convenção deste domingo, Lula não detalhou quais setores seriam priorizados, mas citou que é preciso investir na "indústria de defesa" no momento em que enfrenta relação mais tensa com os Estados Unidos devido ao tarifaço em produtos brasileiros e a classificação do PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Recentemente, o presidente teve uma agenda pública voltada ao setor. Em 24 de julho, Lula visitou a Avibras, indústria bélica com sede em Jacareí (SP), que enfrentava dificuldades financeiras e retomou atividades em maio após um acordo para pagamento de dívidas trabalhistas. — Quero estar preparado para que ninguém invade esse país para levar o presidente, como eles invadiram. Eu quero estar preparado para a paz. Quero estar preparado para a paz, não é para a guerra. Quero estar preparado para ninguém ousar se fazer de besta conosco. Então é importante saber que nós precisamos investir na indústria da defesa — afirmou Lula.