Ex-rivais no Oriente Médio demonstram aliança, enquanto governo de direita latino-americano não compra briga com Trump ou com aiatolás 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Navios ancorados no Estreito de Ormuz: petroleiros iraquianos se tornaram exceção e receberam autorização de passagem — Foto: AFP O Irã deu autorização para que petroleiros iraquianos passem pelo Estreito de Ormuz, anunciou a agência estatal IRNA neste sábado (22), depois de os EUA anunciarem que vão impor um bloqueio econômico aos iranianos junto com seus aliados e prometerem sanções a quem não se juntar ao bloco. Bagdá teria feito diversos apelos às autoridades do Irã por diversos canais e a permissão foi concedida após uma visita do parlamentar iraniano Mohammad Bagher Ghalibaf ao Iraque durante esta semana, segundo o serviço de notícias. O presidente iraquiano, Nizar Amidi, confirmou neste sábado durante a conferência Baghdad Dialogue acompanhada pela rede Al Jazeera que o Irã deu a permissão para a passagem dos navios carregando petróleo de seu país por Ormuz. Ele ainda deixou claro que seu governo não aceitará que o território iraquiano seja usado para lançar ataques "a qualquer outro país". Para Amidi, ataques estrangeiros partindo do Iraque contra países da região "não têm nenhuma justificativa" e "todos têm interesse em evitar que o Iraque seja arrastado para a guerra em andamento na região". Estreito de Ormuz e Oleoduto Leste-Oeste — Foto: Editoria de Arte / O Globo Ele ainda queixou-se que as repercussões do conflito de EUA e Israel de um lado e Irã do outro "foram difíceis" para seu país, já que o fechamento de Ormuz afeta ao mundo todo, e disse que as negociações com o Irã seguem em andamento devido aos "problemas complexos no estreito". Com alianças se formando, Chile busca neutralidade O Irã também mantém negociações diplomáticas com Omã para a reabertura do Estreito de Ormuz, revelou o correspondente da Al Jazeera em Teerã, Tohid Asadi. No entanto, nenhum acordo foi fechado porque enquanto o bloqueio naval e econômico americano seguir na região, os iranianos não têm interesse na retomada de tráfego na via marítima, responsável pelo escoamento de um quinto de todo o petróleo comercializado no planeta. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, major general Mohsen Rezaei subiu o tom neste sábado, ameaçando os EUA e qualquer país que resolva participar do bloqueio. "Se o bloqueio continuar, não permitiremos que uma única gota de petróleo do Golfo Pérsico saia por qualquer rota; além disso, apesar de não termos atacado ainda os interesses econômicos dos EUA, esta opção permanece disponível para nós caso as ações hostis continuem", declarou à IRNA, sem especificar que alvos seriam estes. Trump publicou mapa do Estreito de Ormuz identificado como “Novo Território dos EUA” e já declarou sua intenção de anexar a via — Foto: Reprodução Com a reorganização do xadrez geopolítico e as ameaças do governo Trump de sanções a seus próprios aliados que não se dispuserem a virar as costas para o Irã, o Chile anunciou o fechamento de sua embaixada em Teerã no fim deste sábado. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores anunciou o encerramento das atividades na capital iraniana para 31 de agosto. Apesar de classificar a decisão como uma "reorganização operacional" da pasta para direcionar seus "recursos disponíveis para o melhor sucesso dos objetivos da política exterior" no novo governo de direita do país, a diplomacia chilena reconheceu que as tensões na região pesaram na decisão. O fechamento da Embaixada do Chile seria ainda, de acordo com Santiago, uma medida "preventiva devido a fatores de segurança no Oriente Médio", com o intuito de "garantir a devida proteção à equipe da missão [diplomática] em Teerã". Todos os trâmites consulares serão redirecionados para o consulado em Ancara, na Turquia. O governo de José Antonio Kast garantiu que a decisão não significa, contudo, o fim das relações diplomáticas entre Chile e Irã – em sinalização de que não deseja escolher lados no conflito neste momento.
Irã dá permissão para Iraque escoar seu petróleo por Ormuz, enquanto Chile fecha embaixada de Teerã
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