Autoridade militar e política de alto escalão iraniana disse que país não reabriria o estreito a menos que a outra parte cumprisse seus compromissos previstos no acordo provisório de junho 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um pequeno barco passa por navios de carga e outras embarcações comerciais ancoradas no Estreito de Ormuz, ao largo de Bandar Abbas, Irã, em 5 de agosto de 2026. — Foto: Amirhosein Khorgooi/ISNA via AP O Estreito de Ormuz está “sob o controle e a gestão do Irã”, afirmou nesta quinta-feira o chefe da unidade paramilitar iraniana Basij, Hossein Taeb, um dia depois que o presidente americano, Donald Trump, ter afirmado que os Estados Unidos tinham “controle total” sobre a via navegável estratégica. Taeb disse que os EUA tentaram minar o que ele descreveu como a popularidade da República Islâmica na região, iniciando mais uma guerra no Estreito de Ormuz, mas foram mais uma vez derrotados, apesar de alegarem que o Irã não possui nem força aérea nem marinha. “Hoje vocês veem que o Estreito de Ormuz está sob a gestão e o controle da República Islâmica”, declarou Taeb, segundo a agência de notícias semioficial Fars, acrescentando que o Irã continua seguindo seu curso com total segurança. Após o início da guerra, deflagrada por ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã praticamente fechou o estreito, por onde anteriormente transitava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. Posteriormente, os EUA impuseram um bloqueio naval à navegação e aos portos iranianos, ao mesmo tempo em que afirmavam que protegeriam a liberdade de navegação para embarcações que se dirigissem a portos não iranianos ou deles partissem. Em junho, os dois países chegaram a um acordo provisório que estabelecia um cessar-fogo permanente e exigia o rápido restabelecimento da liberdade de navegação no Golfo. O acordo fracassou poucas semanas depois, quando o Irã retomou ataques limitados a embarcações que, segundo o país, navegavam em desacordo com os termos do pacto; isso levou os EUA a reiniciarem ataques contra províncias do sul do Irã — ações que Washington descreveu como destinadas a reduzir a capacidade de Teerã de atacar embarcações no Golfo. Pessoas caminham em frente a um outdoor anti-EUA em uma rua de Teerã, Irã , em 3 de agosto de 2026 — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS Também nesta quinta-feira, a autoridade militar e política de alto escalão Rasoul Sanaei-Rad declarou que o Irã não reabriria o estreito a menos que a outra parte cumprisse seus compromissos previstos no acordo provisório, acrescentando que a reabertura da via navegável não é algo que os EUA possam realizar unilateralmente, segundo a agência de notícias Fars. Sanaei-Rad alertou ainda que o Irã responderia com maior contundência em qualquer conflito futuro, afirmando: "Em uma possível guerra futura, adotaremos uma postura mais firme e ofensiva".