Há décadas, pesquisadores observam um fenômeno: crianças que crescem em áreas rurais desenvolvem menos asma, rinite alérgica e dermatite atópica do que as que moram nas cidades. Esse chamado "efeito fazenda" foi descrito em numerosos estudos. Mas, até agora, não se sabia exatamente como ele funcionava.
Uma possível explicação era o contato intenso com um ambiente microbiano diversificado, como o encontrado em estábulos. No entanto, pesquisadores não sabiam quais microrganismos realmente desempenhavam um papel nesse processo e como eles influenciavam o sistema imunológico.
Agora, uma equipe internacional de pesquisadores liderada pelo epidemiologista Markus Ege, do Hospital Universitário da LMU de Munique, identificou pela primeira vez bactérias específicas e seus produtos metabólicos que podem explicar grande parte desse efeito protetor.
'Parceiros de treino'
"Crianças que cresceram em fazendas e foram expostas a uma grande diversidade de micróbios têm menos alergias", afirma Ege. Segundo o pesquisador, o sistema imunológico dessas crianças é constantemente exposto a "parceiros de treino" presentes no ar dos estábulos e, assim, aprende a evitar respostas inflamatórias excessivas.






