Quem gosta de ir ao cinema, com telas grandes e pipoca, não pode perder o delicioso e profundo filme francês "As Cores do Tempo", que mostra, alternando as cenas e imagens de cada época, famílias e personagens que se entrelaçam com diferentes comportamentos. Um período atual, com sua enorme tecnologia, e o outro no ano de 1895, o do impressionismo e da "Belle Époque". As imagens de Paris são belíssimas. Imperdível!

Vivi épocas diferentes, a atual e a de muito antes da internet. Viajo de um mundo a outro e gosto dos dois períodos. Ainda uso cheque, vou à banca de jornal, tenho celular apenas para fazer e receber ligações e admiro o mundo tecnológico. Quando as coisas apertam, pessoas próximas me socorrem. Será que a inteligência artificial (IA), que ainda está no início, vai captar e entender as emoções e os sentimentos que moram nas profundezas da alma? Como será o novo ser humano? Ou vamos desaparecer?

Depois de viajar no tempo, volto ao mundo e ao futebol atual. Queria falar sobre o jogo de quarta-feira (19) entre Flamengo e Cruzeiro, mas na noite deste sábado (22) os dois times voltam a se enfrentar depois de eu ter escrito minha coluna. A vida está muito apressada. Será que a história da partida será diferente da anterior? Os filósofos do futebol já diziam no século passado que cada jogo tem a sua história.