Em "As Cores do Tempo", o diretor Cédric Klapisch promove uma viagem ao fim do século 19 por meio das cores dos quadros de Monet e de um velho casarão de família.

Trata-se da família Meunier, cujos sobreviventes se reúnem para avaliar a venda de um casarão para a construção de um complexo comercial. Na reunião, percebemos as reações negativas de muitos deles à ideia. Mesmo assim, quatro deles são nomeados para acompanhar os funcionários da prefeitura a uma visita às ruínas da casa.

E aí não se trata só de uma viagem no tempo, mas de um percurso que permite que familiares estranhos uns aos outros possam se conhecer melhor, mesmo que só um deles, o personagem de Vincent Macaigne, tenha real interesse num primeiro momento.

Este é Guy, e parte dele perguntar sobre os outros, na viagem de volta a bordo de um trem. Todos falam o que fazem, respondendo à sua pergunta, mas não querem nem saber o que ele faz. Mesmo assim, ele informa ser um apicultor.

Os outros três, por melhor que sejam, carregam o piano para Macaigne brilhar. É um ator sublime, como vimos nos últimos longas de Emmanuel Mouret.