NB.ON foi desenvolvida por mais de uma década e ajuda siderúrgicas a definir teor de nióbio ideal na fabricação de aço; ferramenta também contribui para redução das emissões 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ferramenta desenvolvida pela CBMM é disponibilizada sem custos aos clientes e ajuda siderúrgias a reduzir emissões entre 2% e 5% — Foto: Aline Massuca/Valor Principal produtora mundial de nióbio, a CBMM aproveita os atuais holofotes globais sobre os minerais críticos e usa a tecnologia para ampliar os usos do mineral que extrai e processa e para estreitar laços com clientes. A empresa desenvolveu a NB.ON, uma plataforma digital integrada capaz de simular processos produtivos complexos, prever propriedades dos aços e identificar oportunidades de otimização de custos, produtividade, qualidade e sustentabilidade ao longo da cadeia produtiva. A ferramenta permite que clientes siderúrgicos encontrem a mistura ideal de nióbio na produção de aço de cada unidade produtiva, obtendo expressivos ganhos com redução de custos e menores emissões de gases de efeito estufa. A plataforma está em desenvolvimento há 12 anos dentro do programa de pesquisa e desenvolvimento da CBMM, que investe entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões anuais em seu programa de tecnologia. José Bacalhau, gerente executivo de desenvolvimento de mercado, explica que a ferramenta é disponibilizada de forma gratuita aos clientes. “[A plataforma] é oferecida para parceiros, para clientes que querem ter projetos colaborativos para entender melhor o custo do nióbio e como o nióbio pode contribuir para redução de custo, para a atividade e para a redução de emissões”, explica Bacalhau, acrescentando que a NB.ON contribui com o plano da CBMM para expandir o mercado de nióbio. O executivo destaca que os clientes conseguem quantificar a economia financeira. Segundo ele, alguns parceiros conseguem reduzir custos entre US$ 2 a US$ 5 por tonelada de aço produzida. Bacalhau diz ainda que também é possível mensurar o nível de redução de emissões obtido com o uso de determinadas quantidades de nióbio. O uso da ferramenta nas aciarias siderúrgicas contribuiu para que alguns clientes da CBMM obtivessem uma redução de 2% a 5% nas emissões, sem a necessidade de investimentos em novos equipamentos. A CBMM tem atualmente mais de 500 clientes em 50 países e produziu no ano passado, último dado disponível, 100 mil toneladas de ferronióbio equivalente, 4,7% a mais que em 2024. A receita da empresa foi de R$ 15,7 bilhões no ano passado, alta de 11,3% ante o ano anterior, enquanto o lucro líquido somou R$ 6,4 bilhões, um crescimento de 25,5% frente a 2024. Os investimentos em tecnologia em 2025 foram de R$ 239 milhões. A NB.ON é utilizada hoje por 58 clientes da companhia e Bacalhau ressalta que, apesar de ser desenvolvida há 12 anos, desde que a inteligência artificial passou a avançar de forma mais consistente no pós-pandemia, a ferramenta ficou “mais robusta”. “Através da plataforma e com a previsão de comportamentos futuros, a siderúrgica consegue ser mais competitiva. A gente sabe que siderúrgicas tem margens mais apertadas. A ferramenta consegue aumentar a competitividade das siderúrgicas”, diz Bacalhau. A CBMM produz diversos produtos a partir do nióbio produzido em Araxá (MG). Fundada em 1955, a companhia concentra entre 75% e 80% da extração e refino do mineral do planeta. Ao longo dos anos, os investimentos em tecnologia permitiram a fabricação de produtos além do ferronióbio standard e do nióbio metálico. Atualmente a CBMM produz óxidos de nióbio para baterias e para aplicações óticas; óxido hidratado (com aplicação na síntese de catalisadores para a indústria química); oxalato amoniacal de nióbio (também usado na indústria química, além para criação de cerâmicas e vidros especiais); e ferronióbio e níquel-nióbio (ligas utilizadas em motores de aeronaves e turbinas para geração elétrica).