Depois de uma bem-sucedida carreira profissional, com a criação do primeiro depilador eletrônico mundial, que o levou a vários países e contratos, Yves Vatelot decidiu que iria se aposentar com uma das paixões da sua vida: o vinho. Sua relação com o mundo de Baco começou na adolescência. Em uma casa onde o pai não bebia, mas a mãe gostava de tomar uma taça com pratos nos almoços em família, cabia a ele, ainda adolescente, escolher os rótulos. Desde cedo, preferia os vinhos de Bordeaux.
Em 1990, por indicação do consultor Michel Rolland, comprou o Château Reignac, localizado em uma região sem o brilho de outras mais reputadas, mas cujo terroir tinha um trunfo, ao combinar cascalhos profundos de quartzo e solos argilo-calcários adequados tanto para Cabernet Sauvignon quanto para Merlot.
Grand Vin de Reignac (Foto: Roberto Rockmann)
O engenheiro Vatelot migrou para o mundo do vinho com a mesma filosofia de anos na gestão empresarial: investimentos em novos métodos e reestruturação da antiga propriedade, construída no século XVII. A colheita passou a ser manual, vinhedos ganharam novos cuidados. O castelo foi reformado, e o pombal do século XVI passou a abrigar uma sala de degustação equipada com um elevador de vinhos projetado pelo próprio Vatelot.







