PCB e UP defendem a desmilitarização das tropas, enquanto PCO sugere a dissolução das corporações e o armamento civil; à direita, candidata do Agir é policial e promete melhores condições de trabalho para os agentes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Izadora Dias, do PCO; Carlos Machado, do PCB e Vivian Mendes, da UP: candidatos ao governo de SP — Foto: Reprodução/ Instagram As três candidaturas da extrema esquerda ao governo de São Paulo, que somadas obtiveram 6% das intenções de voto no Datafolha divulgado nesta sexta-feira, defendem uma reformulação completa das polícias. A proposta mais extrema é a do PCO. Para o Partido da Causa Operária, a solução dos problemas da violência passa pela completa dissolução das corporações. Sua candidata, Izadora Dias, defende o direito de autodefesa da população, por meio do armamento civil e da criação de comitês com esse fim nos bairros. — O armamento é um direito democrático do cidadão, de poder se defender. No geral, biologicamente falando, as mulheres são menores do que os homens, e eu poderia usar do armamento para me proteger diante de uma ameaça real, uma situação de violência de um homem contra mim. Traria uma segurança para mim que sou mulher, e também para uma pessoa que acha a necessidade de se defender. A gente não defende isso só para um setor da população, a gente defende isso para a população no geral — afirmou. As candidaturas do PCB e da UP também são críticas ao atual modelo de segurança. Mas, diferentemente do PCO, os partidos não defendem o fim das polícias, e sim a desmilitarização. O entendimento é de que a hierarquização militar interfere na relação entre os agentes policiais e a população, diminuindo a compreensão, por parte das corporações, das dificuldades vividas pelo povo. Mas há uma discordância entre os dois partidos sobre a tutela da segurança pública. Para o candidato do PCB, Carlos Machado, o setor deveria ser regulado, administrado e planejado pela própria população via conselhos populares: — Desmilitarizar, deixar (sa polícia civil. Investir do ponto de vista da tecnologia, no combate ao crime organizado. E, principalmente, reinvestir na segurança das minorias." Já para a candidata da Unidade Popular, apesar da necessidade de aproximação entre polícias e a sociedade civil, a fiscalização de agentes ficaria a cargo de corregedorias. Vivan Mendes defende que a proposta iria ampliar os mecanismos independentes de investigação de abusos cometidos por agentes do Estado: — A hierarquização impede que você tenha qualquer tipo de denúncia, de crítica ou de controle mais popular. Ou mesmo dos policiais de baixa patente, sobre o que acontece nas polícias. Essa hierarquia promove essa violência no seu cotidiano. A única candidatura à direita com menos de 2% de intenções de voto é a do Agir, encampada Edjane Lima de Sousa, ou a Policial Edjane. A candidata não registrou um plano de governo no Tribunal Superior Eleitoral e não atendeu ao pedido de entrevista da CBN. Nas redes sociais, a candidata foca o discurso no campo da segurança pública na oferta de melhores condições de trabalho e vida para os agentes de segurança. — A gente tem prédios ociosos pela cidade de São Paulo. Então o que a gente vai fazer? Vamos reformar esses prédios, dar moradia para os policiais e seus familiares. A gente fala policiais, mas precisa falar das forças de segurança. É uma medida imediata que já vai resolver parte do problema. A gente tem um local, é só fazer isso. Vamos reformar esses apartamentos, esses prédios, e dar de moradia para os nossos policiais da segurança — afirmou. Edjane tem 49 anos, e atua há 30 como policial militar. A vice na chapa é Renata Bolsonaro, que, apesar do nome, não tem parentesco com o ex-presidente.