Governador e candidato à reeleição mencionou queda em latrocínios e homicídios; ele também disse que não quer abuso em abordagens policiais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tarcísio de Freitas participa de sabatina do Valor, O Globo e CBN — Foto: Foto: Maria Isabel Oliveira / O Globo. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que concorre à reeleição, afirmou que não quer abusos e excessos em abordagens policiais, mas que é preciso “adesão irrestrita aos procedimentos”. Segundo ele, a letalidade policial em São Paulo, apesar de ter crescido em números absolutos, é menor quando comparado a outros países e Estados brasileiros. “A gente não quer abuso ou excesso em hipótese alguma. A gente tem batido muito nas escolas de formação a adesão forte aos procedimentos. Quando a gente compara a letalidade policial de São Paulo com outros países, está abaixo de alguns países em relação a quantidade de abordagens que são feitas”, afirmou Tarcísio, citando Goiás, Bahia e Ceará. A declaração foi dada nesta quinta-feira (20), durante sabatina do Valor em parceria com O Globo e a rádio CBN. Segundo Tarcísio, a Polícia de São Paulo recebe 20 milhões de chamados por ano, sendo 60 mil por dia. Desse total, 35 mil viram ocorrências, por isso os números de letalidade são altos. “Tem uma quantidade enorme de demandas e solicitações. Uma parte dessas demandas acabam tendo confronto na hora que os policiais vão fazer esse enfrentamento e infelizmente acaba tendo a questão da letalidade que a gente não quer”, completou. De acordo com Tarcísio, houve redução de alguns crimes como latrocínio e homicídio, o que indica que o governo “está indo numa direção certa” e “deixando o Estado mais seguro”, apesar de sensação de segurança demorar para vir. O governador também mencionou que quando defendeu o padrão de Bukele, de El Salvador, é no sentido de falar da “atitude que o Estado tem que ter de enfretamento ao crime”. “Se o Estado quer resolver um problema, ele resolve um problema”, afirmou, citando as ações de enfrentamento adotadas pelo governo na Cracolândia. Tarcísio também voltou a defender o uso de câmeras corporais e que irá manter o acionamento remoto, além de investir em inteligência para combater o crime organizado. Segundo o candidato, hoje há o acionamento remoto das câmeras, o que diminui a possibilidade de alegação de falta de bateria ou que ela estava desligada. Feminicídios O governador desconversou ao ser questionado sobre o aumento dos casos de feminicídio de 41% no primeiro trimestre no Estado, na contramão da queda desse crime no cenário nacional. “Estamos evitando o feminicídio. Nenhuma mulher que tinha medida protetiva e o agressor tinha tornozeleira foi vítima de feminicídio. Essa questão do tornozelamento tem ajudado muito”, afirmou. “O feminicídio é crime super difícil de combater.” O candidato enumerou ações do governo, como a criação de canais de comunicação das mulheres com a polícia, para denunciar agressão, o pagamento de auxílios financeiros para as vítimas da violência e disse que o governo estuda criar um banco de dados com informações sobre os agressores, “para criar constrangimento”.