Ao menos 1.229 candidaturas no pleito de 2026 possuem relação com as polícias, Civil ou Militar, ou com as Forças Armadas —6% do total de mais de 20 mil candidatos. Os dados são de um levantamento da Agência Pública com base na Justiça Eleitoral.
Embora tenha havido uma redução significativa em números absolutos das candidaturas de policiais e militares —37,4% em relação ao pleito de 2022—, o montante ainda é relativamente expressivo —queda proporcional de apenas 0,71% em comparação a quatro anos atrás— e os números continuam a preocupar pelo uso da farda e das instituições como alavanca eleitoral.
A maior parcela é de policiais militares (46,14% do total), e partidos de direita representam a parte mais expressiva das candidaturas (41,46% do total entre PL, Republicanos, Podemos e Novo, em ordem decrescente).
O problema não é o volume de candidaturas, mas o uso da posição institucional armada para impulsionar o voto. Parte do problema é regulatório. Pelas regras atuais, a quarentena para agentes de segurança e militares se candidatarem varia de dois a seis meses, a depender do cargo. A proposta de atualização do Código Eleitoral, em debate no Senado, reduziu em 2025 a quarentena proposta de quatro para dois anos.






