A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, confirmou na segunda-feira (17), ao lado de Lula (PT), a descoberta de petróleo no poço Morpho, na Foz do Amazonas. Coincidentemente, no mesmo dia a China publicou a parte do novo plano quinquenal que trata de petróleo e gás. São 16 páginas em nove capítulos com mudanças que devem impactar o mercado energético (e as exportações) do Brasil.
A alfândega chinesa registrou 5,03 milhões de toneladas de petróleo vindas do Brasil em março, alta de 154% em um ano. Segundo o Conselho Empresarial Brasil-China, os chineses levaram 57% das exportações brasileiras em valor no trimestre, contra 45% em 2025. O salto colocou o país em quinto lugar entre os fornecedores da China no ano passado, atrás apenas de Rússia, Arábia Saudita, Malásia e Iraque.
O documento responde à pergunta sobre a origem do óleo até 2030 com uma lista quase inteiramente interna. Fixa oferta doméstica de 440 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, manda erguer sete bases produtoras estratégicas e exige reposição consistente de reservas cuja dimensão ninguém sabe exatamente.
Pequim também determina bases de carvão para líquidos e gás em Ordos, Yulin, Zhundong e Hami, classificadas como reserva de capacidade e de tecnologia. O plano manda ainda encolher o parque de refino e, ao mesmo tempo, preservar folga (classificada como "camada industrial de amortecimento da segurança petrolífera"), e fixa o pico do consumo chinês de petróleo dentro deste quinquênio.









