PUBLICIDADE Pequim sinaliza que pode ampliar abastecimento de fertilizantes, enquanto Mauro Vieira busca diversificar mercados em reunião na Ásia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bandeiras do Brasil e China — Foto: Beto Barata / Agência Brasil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 10:53 China Sinaliza Aumento de Exportação de Fertilizantes ao Brasil Em um gesto positivo, a China sinalizou ao Brasil a possibilidade de ampliar o fornecimento de fertilizantes, crucial para a agricultura brasileira diante das tensões no Irã. O chanceler Mauro Vieira, em reunião com Wang Yi nas Filipinas, destacou a importância dessa oferta para mitigar a crise de abastecimento. Com 80% dos fertilizantes sendo importados, o Brasil busca diversificar seus fornecedores, focando na China e Rússia para suprir suas necessidades. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A China acenou positivamente ao pedido do Brasil para ampliar a oferta de fertilizantes, um tema que ganhou importância na agenda do Itamaraty devido aos problemas de abastecimento causados pelo conflito no Irã. O pedido havia sido reiterado pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, em sua visita a Pequim, no mês passado. Nesta quarta, Vieira voltou a se reunir com o chanceler chinês, Wang Yi, desta vez na capital das Filipinas, Manila, onde ambos participaram de encontro da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). No mesmo tom das manifestações feitas por Pequim após o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, Wang disse que “a China continuará a apoiar o Brasil na proteção de sua soberania”. Segundo fontes diplomáticas, o tarifaço não entrou na conversa, que durou cerca de vinte minutos, mas Vieira reconheceu diante de Wang o gesto positivo da China em relação aos fertilizantes. O comunicado feito esta semana pelo Ministério do Comércio à embaixada do Brasil em Pequim indica que a China poderia atender a novas demandas brasileiras no fornecimento de fertilizantes fosfatados e nitrogenados. A partir daí, caberá ao setor privado no Brasil definir os volumes de eventuais compras. A oferta chinesa foi vista como um gesto positivo e diretamente ligada à gestão feita no início do mês passado em Pequim por Mauro Vieira, no encontro que teve com o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao. Na mesma visita, o chanceler havia recebido um outro aceno favorável, quando as autoridades chinesas declararam o Brasil livre de febre aftosa, suspendendo a barreira sanitária à importação de carne bovina do país. Os fertilizantes também estiveram na pauta de outro encontro bilateral de Vieira em Manila nesta quarta, com o chanceler russo, Sergei Lavrov. Mais de 80% dos fertilizantes usados na agricultura brasileira são importados. China e Rússia respondem por metade desse montante, daí o foco do Itamaraty nesses países, para ampliar a oferta. O conflito no Irã gerou uma crise que impacta diretamente a produção agrícola brasileira. Os preços de fertilizantes dispararem com o fechamento do estreito de Ormuz, por onde boa parte dos insumos é escoada. Rússia e China chegaram a suspender temporariamente suas exportações de fertilizantes, para priorizar o abastecimento doméstico. Nesta quinta, Mauro Vieira manteve uma agenda de reuniões bilaterais, que incluiu conversas com os chanceleres de Timor Leste, Cingapura e Reino Unido. Também esteve no encontro da Asean em Manila o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, mas não havia previsão de que Vieira se reunisse com ele. A participação do chanceler no encontro da Asean se insere na estratégia do Brasil de ampliar suas relações com uma região que é considerada prioritária pelo Itamaraty para diversificação de mercados. O Brasil é o único país da América Latina com o status de Parceiro de Diálogo Setorial da Asean, obtido em 2022. No ano passado, o interesse na aproximação ficou ainda mais evidente com a primeira participação de um presidente brasileiro numa cúpula da Asean, no encontro realizado na Malásia. O país agora aguarda a aprovação do bloco para ter seu status elevado a Parceiro de Diálogo, a categoria mais alta da Asean para países de fora da região. O crescimento dos negócios com a região explica o interesse. Segundo dados oficiais, a corrente de comércio entre o Brasil e os países da Asean foi de US$ 2,9 bilhões em 2002 para US$% 38,3 bilhões no ano passado, com superávit brasileiro de US$ bilhões. Uma comparação é usada pelo governo brasileiro para demonstrar a mudança do eixo econômico para o lado asiático: nos últimos três anos, o país exportou para os cinco maiores mercados da Asean (Cingapura, Indonésia, Vietnã, Malásia e Tailândia) o mesmo que para os cinco destinos tradicionais do G7 (Alemanha, Itália, Reino Unido, Japão e França). Com a vantagem de ter superávit no com o primeiro grupo equivalente ao déficit que teve com o segundo, algo em torno de US$ 36 bilhões no período entre 2023 e 2025.
Em meio à tensão com EUA, China faz mais um aceno positivo para o Brasil
Pequim sinaliza que pode ampliar abastecimento de fertilizantes, enquanto Mauro Vieira busca diversificar mercados em reunião na Ásia







