PUBLICIDADE Durante anos, o gigante asiático acumulou estoques sempre que os preços estavam baixos, como parte de um esforço mais amplo para fortalecer a autossuficiência nacional e melhorar sua capacidade de resistir a interrupções no abastecimento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tanques de armazenamento de petróleo em base petroquímica nos arredores de Xangai, China — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/06/2026 - 18:10 China mantém reservas estratégicas de petróleo, aliviando tensão global Enquanto o mundo enfrenta desafios com o abastecimento de petróleo, a China destaca-se por seus estoques estratégicos robustos. O país, maior importador mundial de petróleo, mantém reservas quase cheias, acumuladas em períodos de preços baixos, visando a autossuficiência e resistência a interrupções. Mesmo com a possível reabertura do Estreito de Ormuz, a China não deve aumentar rapidamente suas importações, pois suas reservas permanecem abundantes, aliviando a pressão global. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Enquanto os Estados Unidos e o Irã discutem a reabertura do Estreito de Ormuz e a retomada das exportações de petróleo do Golfo Pérsico, não se espera que a China, maior importadora mundial de petróleo, aumente rapidamente suas compras da região. Se o tráfego normal pelo estreito for totalmente retomado nas próximas semanas, vários petroleiros que transportam petróleo com destino à China — e que ficaram retidos no Golfo Pérsico durante a guerra — voltariam a navegar. Sua eventual chegada aos portos chineses provavelmente causará um aumento temporário nas entregas. A China encontra-se em uma posição muito diferente da de grande parte do mundo, que está saindo da guerra no Irã com estoques de petróleo esgotados. Os estoques de petróleo bruto mantidos pelas empresas estatais de energia do país permanecem quase cheios. Pequim parece não ter recorrido às suas vastas reservas estratégicas, e os tanques de armazenamento nas refinarias chinesas estão transbordando de gasolina, diesel e outros produtos refinados. A China reduziu suas importações diárias de petróleo em cerca de um terço durante a guerra. Essa redução, impulsionada em grande parte pelos preços mais altos, ajudou a aliviar parte da pressão de alta nos mercados globais de petróleo causada pelo fechamento quase total do Estreito de Ormuz. A China conseguiu reduzir as importações de forma tão acentuada, em parte porque vinha comprando mais petróleo do que precisava antes da guerra. Durante anos, acumulou estoques sempre que os preços estavam baixos, como parte de um esforço mais amplo para fortalecer a autossuficiência nacional e melhorar sua capacidade de resistir a interrupções no abastecimento. A China também importou petróleo adicional para reduzir seu superávit comercial. Nos últimos anos, Pequim tem cada vez mais aplicado o excedente de receitas em moeda estrangeira em estoques de commodities, como petróleo, em vez de depósitos bancários no exterior ou títulos do Tesouro, após observar os governos ocidentais congelarem os ativos estrangeiros da Rússia após sua invasão da Ucrânia, há quatro anos. O Ministério das Relações Exteriores da China acolheu com satisfação a possível reabertura do Estreito de Ormuz, embora tenha dado poucas indicações sobre como Pequim poderia ajustar suas políticas energéticas. “A retomada antecipada da passagem segura e livre pelo estreito atende aos interesses de todas as partes”, afirmou Lin Jian, porta-voz do ministério, em uma coletiva de imprensa em 16 de junho.