Os encontros não poderão ter finalidade político-eleitoral e nem viabilizar a divulgação de manifestos políticos-eleitorais. O ministro ressaltou que as demais visitas deverão ser previamente autorizadas pelo STF "Ressalte-se que a estrita observância de todas as condições fixadas por lei e pelas decisões judiciais constitui pressuposto para a manutenção do regime de cumprimento atualmente deferido, de modo que eventual descumprimento poderá ensejar a imediata reavaliação do benefício concedido, com a adoção de medidas mais gravosas, inclusive a reversão da prisão domiciliar humanitária em regime fechado", escreveu Moraes. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, continua proibido de se encontrar com o pai até o fim das eleições. Em julho, Moraes suspendeu visitas gerais a Bolsonaro por 30 dias, com exceção de visitas permanentes da equipe médica, fisioterapêutica e dos advogados. A proibição ocorreu após Flávio Bolsonaro divulgar a carta intitulada "Carta aos brasileiros", escrita pelo pai, violando uma das restrições impostas pelo Supremo para o cumprimento da prisão domiciliar. Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na chamada trama golpista, recebeu o benefício diante do estado de saúde frágil. Moraes determinou em 17 de julho a suspensão desse tipo de visitas a Bolsonaro por 30 dias. É esse o prazo que expirou na semana passada. Visitas permanentes das equipes médica e fisioterapêutica, além das dos advogados, estavam liberadas. O ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), fez uma aparição de cerca de 20 minutos no quintal da casa onde ele cumpria prisão domiciliar em 9 de setembro de 2025 — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo Visitas político-eleitorais A defesa de Bolsonaro já recorreu da decisão que proibiu visitas político-eleitorais e divulgação de manifestos com esse teor. Além disso, Moraes negou pedido da defesa para uma visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente.
Jair Bolsonaro: Moraes autoriza visitas de Carlos e Jair Renan | G1
Jair Bolsonaro poderá receber os filhos Carlos e Jair Renan na prisão domiciliar, mas Alexandre de Moraes proibiu encontros com fins políticos ou eleitorais.










