Ministro do STF retira proibição aos filhos Carlos e Jair Renan 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar — Foto: Adriano Machado/Reuters O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro volte a receber visitas dos filhos Carlos Bolsonaro e Jair Renan. Condenado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro está em prisão domiciliar, em Brasília. Em 17 de julho, Moraes proibiu visitas sociais ao ex-presidente por 30 dias. Na decisão desta sexta-feira (21), ele diz que o prazo terminou. Carlos e Jair Renan podem voltar a ver o pai porque, na condição de familiares, eles têm autorização permanente de visitação. O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) segue proibido de visitar o ex-presidente. Em 13 de julho, Moraes barrou o ingresso do político na casa de seu pai por 90 dias. A decisão foi dada após Flávio ler, numa transmissão ao vivo nas redes sociais, uma carta escrita por Bolsonaro em que declarava apoio ao filho. O ministro do STF entendeu que o episódio violou a cautelar que proíbe o ex-chefe do Executivo de utilizar redes sociais, suas ou por intermédio de terceiros. Também por conta do caso, Bolsonaro foi proibido de receber visitas por 30 dias. “Transcorrido o prazo de suspensão de visitas em virtude do descumprimento das condições judiciais por Jair Bolsonaro, salvo médicos, advogados e fisioterapeutas, autorizo a retomada do regime de visitas permanentes de Carlos Bolsonaro e Jair Renan, nos mesmos horários, condições e medidas de segurança anteriormente fixados”, diz o despacho. Outros pedidos de visitas deverão ser previamente autorizados pelo ministro, como também já ocorria antes das decisões de julho que restringiram o ingresso de pessoas na casa de Bolsonaro. Além da proibição de visitas de Flávio, segue valendo a decisão que barra encontros “com finalidade político-eleitoral” até depois das eleições deste ano. Moraes barrou esse tipo de visita após a divulgação da carta de Bolsonaro. A restrição também leva em conta que o ex-presidente teve os direitos políticos suspensos no ano passado, quando foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado.