A ICTSI, controladora do terminal Tecon Suape, em Pernambuco, protocolou nesta sexta-feira (21) representações no TCU (Tribunal de Contas da União), na Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A empresa informa ter recebido comunicado da TiL, braço brasileiro do armador suíço MSC, de que não vai mais colocar suas cargas no porto público administrado pelo grupo filipino.
Operação noturna no porto de Suape, em Pernambuco - Eduardo Knapp-13.set.24/Folhapress
A MSC deve levar seus contêineres para o novo terminal privado da Maersk, também armadora, mas de origem dinamarquesa. Ela também movimentava cargas no Tecon Suape, mas vai passar a fazê-lo em suas próprias instalações, decisão contestada pela ICTSI.
Nas três petições, a ICTSI sustenta a tese de que não havia demanda reprimida em Suape que justificasse um novo terminal, e o real objetivo da Maersk seria elevar artificialmente os custos do concorrente público para excluí-lo do mercado e consolidar monopólio privado na região.
Procuradas por meio das assessorias de imprensa, por WhatsApp, nesta sexta-feira, a Maersk disse que não iria comentar. A MSC não respondeu até o momento.








