A pequena e charmosa cidade do litoral potiguar recebe seus primeiros empreendimentos residenciais de luxo, que combinam arquitetura assinada e conexão com a natureza 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Uma joia escondida: São Miguel do Gostoso, a 110 quilômetros de Natal (RN), despontou como destino turístico pelo kitesurfe, atraindo novos projetos imobiliários de alto padrão — Foto: FOTOS DE PROA BRASIL/DIVULGAÇÃO No litoral do Rio Grande do Norte, onde o mapa do Brasil faz a curva, uma pequena joia começa a ser lapidada pelo mercado imobiliário: São Miguel do Gostoso. A 110 quilômetros da capital, Natal, a cidade de pouco mais de dez mil habitantes começa a receber empreendimentos voltados a quem busca sossego, natureza, boa mesa e muito vento — condição perfeita para o kitesurfe e outros esportes à vela. O cenário ajuda a explicar o encanto. São seis praias, dunas que avançam por quase toda a costa e a Lagoa do Cardeiro, famosa pelo pôr do sol. A até uma hora de distância, o destino se conecta a um roteiro de experiências naturais: as piscinas dos Parrachos de Maracajaú e do Rio do Fogo e as águas mornas e cristalinas da nascente do Rio Catolé. Mas São Miguel do Gostoso não vive apenas do mar. A cidade também pulsa com eventos culturais, como a Mostra de Cinema ao ar livre que acontece em novembro, na Praia do Maceió; e gastronomia: a Rua da Xêpa concentra restaurantes e bares que atraem visitantes o ano todo. Outro diferencial é a segurança — o município tem mais de 50 câmeras ligadas a uma central de monitoramento da prefeitura. É nesse cenário que o Rua da Ponte, da incorporadora Proa Brasil, sinaliza a nova fase imobiliária da cidade. Assinado pelo escritório PSA Arquitetura, que tem como sócios os arquitetos Pablo Slemenson e Sophia Motta, o projeto aposta no luxo sem ostentação. São 53 casas prontas, com uma ou duas suítes, inspiradas na arquitetura vernacular da região, que poderão ser entregues equipadas e mobiliadas. O projeto de interiores é de Renata Matos, com paisagismo de Gil Fialho. “Queríamos um condomínio com alma nordestina, materiais naturais, arte produzida a região e soluções de baixo impacto ambiental”, explica Sophia. A proposta se estende às áreas comuns, que têm “beach lounge” exclusivo, piscina suspensa com vista para o mar, academia, sala de massagem, sauna e guarderia para equipamentos náuticos. A administração ficará a cargo de empresa especializada, que poderá cuidar também da locação e manutenção das unidades. “É um produto que atende a quem quer usar ou alugar, já que a cidade recebe muitos turistas estrangeiros”, afirma André Alves, diretor de Engenharia da Proa Brasil. Os preços variam de R$ 480 mil a R$ 1,2 milhão. A primeira fase, com 19 casas, será entregue em 2028. No condomínio Rua da Ponte, arquitetura vernacular e curadoria de arte regional dão “uma cara de Nordeste” ao empreendimento — Foto: FOTOS DE PROA BRASIL/DIVULGAÇÃO Outro empreendimento é o Ibitu Gostoso, com 107 casas em estilo contemporâneo, com quatro ou cinco quartos, “rooftop” e piscina privativa, que fica entre a orla da Praia da Ponta de Santo Cristo e a Lagoa do Cardeiro. As residências custam entre R$ 2,2 milhões e R$ 4,8 milhões. “É uma localização única e de uma beleza singular. A paisagem tem atraído clientes de diversas partes do mundo: europeus e canadenses já compraram conosco”, explica Rodrigo Vasconcelos, cofundador do Ibitu Group, que constrói o condomínio. Outros projetos que se destacam são o Vela Santo Cristo, da Vela Incorporadora, com 191 lotes 100% vendidos, e um condomínio anexo com 80 estúdios prontos, a partir de R$ 300 mil. Os sócios Bruno Bessa e José Carlos Guanabara oferecem ainda a construção das casas, o que agrada especialmente compradores de outros estados ou do exterior. Com estilo contemporâneo, casas do Ibitu Gostoso ficarão entre o mar e a Lagoa do Cardeiro — Foto: IBITU GROUP/DIVULGAÇÃO No Dune Beach & Villa, a duna que separa os lotes da praia virou protagonista. O empresário italiano Stefano de Giuli, sócio-proprietário do projeto, apostou na recuperação da vegetação nativa com um sistema de irrigação e plantou mais de três mil bromélias. Uma iluminação discreta transforma a duna em uma espécie de trilha natural à noite. “Quando comprei o terreno, me chamaram de maluco, porque a duna tirava a vista do mar. Mas, para mim, ela seria a grande atração do projeto”, conta de Giuli. O empreendimento já está com 80% dos lotes vendidos por valores que podem chegar a R$ 1,1 milhão. Uma duna com cenografia e vegetação nativa regenerada é a atração do condomínio Dune Beach & Villa — Foto: DUNE/DIVULGAÇÃO