O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os juros do cartão de crédito e a discussão sobre a escala 6x1 devem estar entre os principais temas econômicos dos próximos anos. Em entrevista ao Jornal da Bahia, apresentado por Mário Kertész, nesta quinta-feira (20), Durigan também criticou duramente o governo Jair Bolsonaro e defendeu os resultados da gestão Luiz Inácio Lula da Silva.
"Os juros do cartão de crédito são absurdos, são abusivos, nós temos que lidar com esse tema. Os juros que as pessoas pagam no crediário, muitas vezes para as fintechs, é um juro que tem que ser tratado, e esse deve ser, junto com o fim da escala 6 x 1, o nosso enfoque para os próximos anos no Brasil", disse.
Segundo dados do Banco Central, a taxa de juros para o crediário está em média em 41,8% ao ano (cerca de 2,9% ao mês). Pela legislação brasileira, se o carnê for emitido diretamente por uma loja sem intermediação de instituição financeira, os juros são limitados a 12% ao ano. Já se o crediário for operado por financeiras parceiras ou pelas maquininhas, não há teto. No cartão de crédito, o rotativo —acionado quando o cliente paga apenas o valor mínimo da fatura— continua sendo a linha de crédito mais cara do país, cobrando taxa média de 442,4% ao ano, segundo o Banco Central. Para quem opta pelo parcelamento da fatura, o juro médio cai para 191,4% ao ano.














