Eleições 2026

A Bancada Feminista do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo pediu ao Tribunal Superior Eleitoral, nesta quinta-feira 20, que investigue o presidenciável do Missão, Renan Santos, por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação em razão da promoção de um suposto “campeonatos de cortes” nas redes sociais.

Segundo a representação, ainda sem relator definido no TSE, o candidato ligado ao MBL reproduz nas eleições de 2026 uma estratégia semelhante à utilizada por Pablo Marçal (PTRB) na disputa pela prefeitura da capital paulista em 2024, quando o então candidato incentivou e prometeu remunerar pela produção e divulgação em massa de vídeos. Ele acabou declarado inelegível pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

A legislação eleitoral veda a oferta de qualquer tipo de vantagem econômica em troca de engajamento, infração que pode resultar em inelegibilidade e até perda de mandato dos eleitos.

Diferentemente de dois anos atrás, entretanto, a estrutura montada por integrantes do Missão teria sofisticado a forma de remuneração dos produtores. Em vez de pagar diretamente pelos vídeos, o modelo estimularia os chamados “corteiros” a obter renda com a monetização das próprias plataformas, ao mesmo tempo em que a sigla organiza a produção, fornece material, acompanha o desempenho e mantém rankings de visualizações.