O crescimento ocorreu em comparação a maio, interrompendo uma sequência de duas quedas consecutivas e oferecendo novos sinais de recuperação da economia do país vizinho 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fachada do Fachada do prédio do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina (Indec) — Foto: Facebook/@INDECArgentina A atividade econômica da Argentina cresceu 0,8% em junho, na comparação com maio, interrompendo uma sequência de duas quedas consecutivas e oferecendo novos sinais de recuperação da economia, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) do país. Em relação ao mesmo mês de 2025, o Indicador Mensal de Atividade Econômica (EMAE) ― um dado amplamente acompanhado e que ajuda a antecipar o Produto Interno Bruto (PIB) do país ― teve um crescimento de 2,7%. O resultado foi impulsionado principalmente pelos setores de pesca e mineração, que registraram altas anuais de 247,6% e 15,6%, respectivamente. Com isso, a atividade econômica acumulou crescimento de 1,9% no primeiro semestre de 2026. O resultado mensal ficou acima da mediana de 0,3% das estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg. Na comparação anual, a expansão de 2,7% também superou a projeção de 1,9% dos analistas ouvidos pela Reuters. Além disso, 12 dos 15 setores de atividade que compõem o índice registraram crescimento no período anual, informou o Indec. Em contrapartida, três setores registraram queda na comparação anual. São eles: administração pública e defesa e planos de seguridade social de filiação obrigatória (-1,5%); eletricidade, gás e água (-0,4%) e educação (-0,1%). Juntos, eles retiraram 0,1 ponto percentual da variação do Emae. A atividade da pesca foi a que mais cresceu em junho, com alta de 247,6% na comparação anual — Foto: Carla Gottgens/Bloomberg O resultado é uma notícia positiva para o governo do presidente Javier Milei, que promoveu uma forte redução dos gastos públicos como parte de sua estratégia de combate à inflação, ao mesmo tempo que busca estimular a recuperação da indústria, do consumo e da construção. O presidente argentino comemorou o resultado nas redes sociais ao compartilhar uma publicação do ministro da Economia, Luis Caputo. “A queda da atividade do Estado é um objetivo da política econômica. MAGA!”, escreveu Milei, fazendo uma brincadeira com o slogan “Make America Great Again” (“Tornar a América Grande Novamente”), popularizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas adaptando a referência à Argentina. Desemprego segue alto O desemprego no setor formal do país latino-americano, porém, tem se posicionado como um dos maiores inimigos de Milei e na sua tentativa de reeleição para a Casa Rosada em 2027. Desde que o líder de direita assumiu o cargo, o setor privado formal da Argentina eliminou 241 mil vagas, o equivalente a 4% do total, segundo dados oficiais. Já no setor público, o governo reduziu outros 73 mil postos de trabalho. Ao mesmo tempo, o número de empregadores privados recuou para 481.724 mil empresas, menor patamar desde 2007 ― e representando uma queda de quase 6% em relação ao início do mandato de Milei ― de acordo com o centro de estudos Fundar. Outra preocupação é a inflação. Em julho, o índice de preços ao consumidor argentino voltou a acelerar em relação a junho e atingiu o patamar de 2,1%, após três meses de desaceleração.
Atividade econômica da Argentina supera expectativas e cresce 0,8% em junho
O crescimento ocorreu em comparação a maio, interrompendo uma sequência de duas quedas consecutivas e oferecendo novos sinais de recuperação da economia do país vizinho









