USS George Washington se junta ao USS George H.W. Bush no Oriente Médio, deixando a Ásia sem um grupo de ataque americano em um momento em que a China tem dado sinais de agressividade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O porta-aviões USS George Washington em frente à costa da Argentina, em 30 de maio de 2024 — Foto: AP Photo/Víctor R. Caivano, Arquivo O porta-aviões USS George Washington, baseado na Ásia, já está operando no Oriente Médio, informaram as Forças Armadas dos Estados Unidos nesta quinta-feira. A embarcação substitui agora o USS Abraham Lincoln, que estava há um longo período em missão, após relatos de problemas de saúde mental da tripulação e da escassez de suprimentos a bordo enquanto apoiava a guerra contra o Irã. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio, informou nas redes sociais que o porta-aviões chegou à região na quarta-feira. Não estava claro quando o USS Abraham Lincoln retornaria aos Estados Unidos nem se faria alguma escala em um porto durante o trajeto, mas a viagem leva pouco mais de um mês. A chegada do Washington ocorre em meio a preocupações crescentes com a longa missão do Lincoln, que incluiu um período recorde de mais de 250 dias consecutivos no mar, além de relatos de estresse e problemas de saúde mental entre os tripulantes e de escassez de suprimentos, incluindo alimentos e produtos de higiene. Vários parlamentares democratas têm pressionado o Departamento de Defesa a prestar esclarecimentos sobre as condições a bordo do Lincoln, que, segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, foram “completamente distorcidas”. Hegseth conversou com a tripulação do Lincoln na semana passada, e o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, visitou a embarcação no último fim de semana. Em artigo publicado no domingo pelo “The Wall Street Journal”, Cooper afirmou que a tripulação “teve um desempenho para entrar para a história, e agora vocês estão voltando para casa”. Missões prolongadas de porta-aviões têm impacto sobre os militares, que permanecem longe de casa por longos períodos, e aumentam o desgaste do navio e de seus equipamentos. Embora a retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã tenha perdido força nas últimas semanas, a Marinha americana mantém um bloqueio restabelecido contra portos iranianos no Estreito de Ormuz, e o governo Trump não deu indicações claras sobre como pretende encerrar a guerra. Hegseth afirmou que os Estados Unidos podem manter o bloqueio “indefinidamente”. Marinheiros e fuzileiros navais em formação no convés do porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN-72) durante sua missão a partir de San Diego, em 3 de janeiro de 2021 — Foto: K.C. Alfred/The San Diego Union-Tribune via AP, Arquivo O presidente Donald Trump minimizou nesta semana os relatos sobre as condições a bordo do Lincoln, que deixou sua base em San Diego em novembro e chegou ao Oriente Médio em janeiro. Trump classificou os quase nove meses que os marinheiros passaram no mar como um “bom período de tempo”, mas acrescentou que, “ao longo dos anos, nós os mantivemos lá por muito mais tempo”. Trump disse a jornalistas na segunda-feira que conversou durante o fim de semana com um almirante aposentado, que relatou ter permanecido em navios por períodos “muito mais longos”. Segundo Trump, o almirante garantiu que o Lincoln está “muito bem conservado e muito bem cuidado”. O presidente não identificou o almirante. Em comunicado divulgado no domingo, após visitar o Lincoln, Cooper elogiou os comandantes do porta-aviões por priorizarem a saúde mental e a resiliência da tripulação. “A história registrará esta missão como uma das mais intensas e relevantes em termos operacionais da era moderna”, afirmou Cooper. O Washington se junta ao USS George H.W. Bush no Oriente Médio, deixando a Ásia sem um grupo de ataque de porta-aviões americano em um momento em que a China tem dado mais sinais de agressividade. A ausência de um porta-aviões americano no Pacífico pode ser breve caso a Marinha envie outro à região nos próximos meses. Ainda assim, a situação mostra como as operações sem prazo definido contra o Irã estão levando alguns marinheiros americanos ao limite, segundo analistas, enquanto o governo Trump reduz ainda mais sua presença na região da Ásia-Pacífico e concentra sua atenção no Hemisfério Ocidental.
Porta-aviões dos EUA chega ao Oriente Médio para substituir USS Lincoln após relatos de más condições
USS George Washington se junta ao USS George H.W. Bush no Oriente Médio, deixando a Ásia sem um grupo de ataque americano em um momento em que a China tem dado sinais de agressividade












